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A ascensão e queda de um símbolo local

Edição de 04.04.2007 | Sociedade
A Fábrica de Briquetes da Mina de Lignite do Espadanal tem cerca de um século. A sua origem não está totalmente definida mas há referências à sua existência desde 1916. A exploração de lignite (carvão fóssil que conserva muitas vezes a forma das plantas que lhe deram origem) ter-se-á intensificado na década de 20, assumindo especial preponderância durante a II Grande Guerra Mundial, dadas as enormes dificuldades de importação de carvões.As minas de Rio Maior são então chamadas a cumprir uma função de reserva de combustível nacional, iniciando um período de actividade intensa. Em 1945 foi inaugurada uma via-férrea entre Rio Maior e o Vale de Santarém para transporte de minério. O final do conflito bélico e o restabelecimento do fornecimento de combustíveis mudaram o cenário e apesar da autorização, em 1950, para construir no local uma central termoeléctrica, o projecto nunca foi em frente.Um ano depois, procedeu-se à instalação definitiva de uma fábrica de briquetes, um combustível sólido, substituto da lenha, feito de resíduos vegetais prensados. As décadas de 50 e 60 assistem ao auge da indústria mineira riomaiorense mas no final dos anos 60, em 1969, a actividade laboral é suspensa para reestruturação. Os activos passam para a EDP, que ali pretendia instalar a central termoeléctrica já anteriormente prevista, mas o espaço seria abandonado pouco depois. Em 1999, a Câmara de Rio maior adquiriu o couto mineiro, num total de 11 hectares, mas até ao momento nada foi feito no local.

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