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O PSD já entendeu que é natural não me recandidatar

Edição de 27.06.2007 | Entrevista
Tem sido pressionado pelo PSD para se voltar a candidatar?Não sinto uma grande pressão. O PSD já entendeu que é natural que ao fim de três mandatos eu possa passar a pasta.Já defendeu que os presidentes de câmara deveriam fazer apenas dois mandatos mas também reconheceu que demorou algum tempo a adaptar-se às responsabilidades de autarca. Não é contraditório? Os ingleses, por exemplo, têm dois mandatos de cinco anos. Há alemães com mandatos de oito. É verdade que dois mandatos de quatro anos poderá ser pouco tempo, reconheço isso. Dois mandatos de cinco anos seria o ideal. Efectivamente o primeiro mandato é sempre difícil, especialmente para quem não tem experiência nestes processos de decisão política. No regime actual de quatro anos por mandato, três mandatos é o ideal?Sim, se pensarmos nos projectos e nos programas para as cidades ou para os concelhos. Do ponto de vista da carreira profissional de uma pessoa, imagine o que é uma lacuna de doze anos. Esta situação acaba muitas vezes por levar autarcas a pensar que a única solução é enveredar por uma carreira política e eu não acho que deva ser assim. É por isso que tem dúvidas sobre o seu regresso ao Politécnico onde é professor?Sim. Este prolongamento de mais um mandato acabou por me criar esta dúvida. Se não fosse assim não teria dúvida nenhuma. Passava pela política e regressava à minha carreira académica, considerando que a passagem pela política foi muito importante na minha vida. Não sou daqueles que considera que o exercício da actividade política é prejudicial. É um exercício válido na medida em que nos torna muito mais conscientes do próximo e da necessidade de fazer coisas em benefício dos outros. Muitas vezes na nossa carreira profissional estamos muito envolvidos nos nossos projectos e não conhecemos o concelho ou o país da forma que na política se consegue conhecer. O limite de mandatos deve ser consagrado na lei?Não. Deveria ser um processo natural. O que não deveria ser regra e tem sido ao longo dos últimos anos é as pessoas fazerem uma carreira profissional como presidentes de câmara. Isso não faz sentido. No final do ano passado avançou com o nome do vereador Corvelo de Sousa para lhe suceder como candidato a presidente da câmara. Acha normal um presidente indicar um sucessor?Fi-lo numa primeira entrevista em que fui surpreendido com a pergunta. Numa entrevista posterior não me pronunciei sobre o assunto. Considerei na altura da primeira entrevista que a solução que indiquei constituía uma evolução natural dentro do que tem sido o nosso trabalho na câmara municipal mas reconheço que as soluções futuras estão a cargo do PSD e dos cidadãos de Tomar.

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