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O tornado em Amiais

Edição de 23.04.2008 | O Mirante dos Leitores
Diz o povo que uma desgraça nunca vem só, e nesta imensa sabedoria, infelizmente se prova a sua razão. A força da natureza acordou-nos para uma realidade até há pouco desconhecida da sua fúria destruidora, senão no nosso país, pelo menos no nosso concelho e em particular nas freguesias de Abrã e de Amiais de Baixo.Some-se o efeito nefasto de cerca de 60 postos de trabalho que perigaram, num núcleo empresarial que se tem depauperado e emagrecido perigosamente ao longo dos últimos 40 anos, fruto também da falta de visão estratégica naquela que chegou a ser a mais importante zona industrial do concelho, facilmente se conclui que o conceito de segurança de pessoas e de bens se alterou e que têm que ser enquadrados num novo conceito.Deixar um registo de agrado pelo sentimento geral da resposta rápida no apoio às populações afectadas e às unidades industriais afectadas. Uma palavra de reconhecimento na figura do Sr. Governador Civil e do Sr. Ministro da Administração Interna pela forma como o Governo reagiu rapidamente e se deslocou ao terreno para ver in loco a dimensão da tragédia que felizmente não configurou a perda de vidas humanas, tal era a antevisão que as imagens configuravam.As últimas palavras que poderiam ser as primeiras, para a Câmara Municipal de Santarém, pela forma como o Sr. Presidente e respectivos Vereadores acompanharam o drama dos seus munícipes, cuja determinação e empenho me deixam orgulhoso e satisfeito.Sr. Presidente, pessoalmente preferia encontrá-lo por aí no exercício das suas funções, numa qualquer festa ou numa qualquer inauguração, mas neste em particular mostrou-nos a sua humilde condição humana, de homem do povo; e esse mesmo povo deixará registado no seu coração, aqueles que com eles partilharam a dor de quem quase tudo perdeu. As pessoas poderão esquecer o que disse, poderão até esquecer o que fez, mas não esquecerão de certo o que as fez sentir naqueles momentos de angústia. Bem-haja. E já agora que venha o grande apoio que todos esperam e que faz falta para pôr tudo de pé.Ernesto Nobre - Amiais de Baixo

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