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“Derby” do concelho de Vila Franca voltou ao Cevadeiro quase duas décadas depois

“Derby” do concelho de Vila Franca voltou ao Cevadeiro quase duas décadas depois

Adeptos do Vilafranquense e Alverca esperavam melhor futebol, mais emoção e mais rivalidade

A paixão clubística já não é o que era. Esta é, pelo menos, a opinião de uma grande maioria dos adeptos que, no domingo, estiveram no campo do Cevadeiro, no jogo que opôs o Vilafranquense ao Alverca. O empate final acabou por ser um resultado agridoce para um jogo mediano.

Edição de 02.10.2008 | Desporto
Há quase duas décadas que Vilafranquense e Alverca não se encontravam num frente-a-frente. O embate foi antecipado durante toda a semana e, à hora do jogo, eram poucos os lugares vazios no campo do Cevadeiro, em Vila Franca de Xira. De um lado os adeptos do Vilafranquense ostentavam bandeiras e cachecóis. Do outro os adeptos do Alverca faziam a festa, com uma nini-claque cheia de adeptos eufóricos. O jogo começa com a ambição e a esperança de ambos os lados poderem ganhar vantagem antes do intervalo. Porém, à medida que a bola gira rumo ao final dos primeiros 45 minutos e Macieira, pelo Vila Franca, marca o primeiro tento, a emoção cresce. A rivalidade também. Soltam-se os primeiros foguetes para o campo, gritam-se asneiras e atiram-se cuspidelas ao fiscal de linha. Quanto ao futebol, esse, continuava “fraco”. “O ambiente também não está nada de especial. Antigamente costumava ser mais renhido, havia mais rivalidade e jogo duro. Tudo tem a ver com a vivência. Só a malta da minha idade é que ainda vibra com isto, com as velhas inimizades”, diz-nos Fernando Santos, adepto do Vilafranquense. Agarrado à bandeira do Vilafranquense encontrámos Alfredo da Cunha conhecido por Francês. Diz que o futebol foi abaixo das expectativas. Para este octogenário, o maior problema são as claques.“Chateia-me esta rapaziada, porque nunca costumam vir assistir aos jogos. Só vieram hoje em grande número porque se trata de um derby contra o Alverca. Só estão a fazer porcaria e a envergonhar o clube”, critica, admitindo que antigamente a rivalidade era mostrada de outra maneira.“Cantávamos, dançávamos, atirávamos piropos às raparigas… Mas nada que se compare com isto”, diz-nos.Chegado o final da primeira parte, depois de muito palavreado rude dirigido ao árbitro da partida, é tempo de um primeiro balanço, acompanhado da cerveja mini e da bifana a dois euros e meio. “O futebol está um pouco pobre e já não há a rivalidade que havia noutros tempos, é mais saudável assim. Porque cada vez que os jogos acabavam havia pancadaria. Assim é melhor para todos”, diz-nos Joaquim Trindade. Este adepto do Alverca não gosta do resultado ao intervalo mas está confiante num desfecho positivo. A qualidade do futebol praticado também não tem encantado. Um pouco mais acima, nas bancadas, está um grupo de entusiastas do Alverca. António Redondo segue todos os jogos da sua equipa, juntamente com os familiares e amigos. Estão trajados a rigor e ostentam bandeiras, cachecóis e buzinas. “Não estamos aqui para promover rivalidades, apenas desfrutar do futebol. Obviamente que este é um encontro com alguma carga histórica, e é por isso que temos de gritar mais alto o nome do nosso clube”, refere o adepto. As gargantas afinadas gritam mais alto quando a segunda parte do encontro tem início. Tudo para dar à equipa o empurrão que falta. No campo foi mesmo de empurrão que nasceu o penalty que viria a dar o resultado final e o empate do Alverca. O golo foi marcado por Almeida. Foi aí que as animosidades se acentuaram, com a GNR a sentir necessidade de intervir em alguns excessos. À saída do estádio não se verificaram confrontos e foi do entendimento geral que o futebol praticado foi de fraca qualidade. Assim como a “velha” rivalidade. A equipa do Alverca alinhou com Rui Pereira, Miguel, Telmo, Rafael, Nelson, Ismael, Helder, Bacar, Esmahill, João Pedro e Fortes. O Vilafranquense meteu em campo Mário, Cristóvão, Pica, Hugo, Zão, Tito, Macieira, Rivaldo, Marco, Peter, Vilela, Wilson, Nilton, Cisco, Castro, Queirós, Carlitos e Paulo.
“Derby” do concelho de Vila Franca voltou ao Cevadeiro quase duas décadas depois

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