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Documentário sobre Sociedade Cooperativa de Gravadores filmado em Vila Franca de Xira

Documentário sobre Sociedade Cooperativa de Gravadores filmado em Vila Franca de Xira

Filme reúne depoimentos de quase três dezenas de artistas

Realizado por Jorge Silva Melo, escritor, encenador e director artístico dos Artistas Unidos o documentário foi encomendado pela Caixa Geral de Depósitos.

Edição de 27.11.2008 | Cultura e Lazer
Parte das filmagens do filme/documentário “Gravura: esta mútua aprendizagem”, realizaram-se no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira. Após a apresentação na Culturgest, no passado mês de Outubro, a segunda apresentação do filme/documentário realizou-se na noite de sexta-feira, 21 de Novembro, no local das filmagens. Realizado por Jorge Silva Melo, escritor, encenador e director artístico dos Artistas Unidos o documentário foi encomendado pela Caixa Geral de Depósitos após a compra de uma colecção completa de todas as gravuras editadas pela Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses de Gravura.Segundo o realizador português, a ideia foi fazer um filme a partir da gravura contando também a história da Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses de Gravura, fundada em Lisboa, em Julho de 1956 por um grupo de artistas e intelectuais.Jorge Silva Melo explicou, perante uma plateia composta por cerca de duas dezenas de pessoas, que foi uma encomenda difícil de realizar não só porque o realizador não se considera um historiador de arte mas porque não existiam documentos ou registos de muita coisa, sobretudo da década de 50.O filme tem aproximadamente 60 minutos mas demorou meses e meses a ficar pronto. Só na montagem foi gasto cerca de um ano. “Passávamos 14 horas por dia a montar o documentário. Já sabia o texto quase todo de cor. Ultrapassamos largamente o orçamento. Mas conseguimos um bom documentário para os estudiosos e descobrimos muitas coisas que estavam esquecidas e apagadas”, explica.Através de quase três dezenas de depoimentos de artistas portugueses nomeadamente Bartolomeu Cid dos Santos, Eduardo Nery, Ferreira da Silva, Guilherme Parente, Julião Sarmento, Júlio Pomar, Maria Velez, Paula Rego, Tereza Arriaga, Vítor Pomar, entre outros, retrata-se a sua história e a origem nos movimentos de oposição à ditadura, numa garagem improvisada de Algés. “Retrata-se, sobretudo, a necessidade que os artistas sentiram de aprender em conjunto, de se organizar, aprender e ensinar ao mesmo tempo. Um momento único de camaradagem, aprendizagem e intercâmbio”, afirma Jorge Silva Melo, acrescentando ainda que espera que todo o material que recolheu assim como o documentário sirva para se fazer um livro, um estudo ou uma tese sobre esta arte tão esquecida em Portugal.Um homem das ArtesJorge Silva Melo nasceu em Lisboa em 1948. Estudou na Faculdade de Letras de Lisboa tendo ingressado na London Film School. Crítico de cinema e teatro, assistente de realização, encenador e actor teatral - com Luís Miguel Cintra e Jean Jourdheuil -, fundou o Teatro da Cornucópia. Estagiou na Schaubühne e no Piccolo Teatro/ Scala de Milão (Itália). Argumentista, professor, tradutor, ensaísta, autor de vários textos teatrais e realizador de cinema.Dirige desde 1996 os Artistas Unidos. Traduziu obras de Pirandello, Oscar Wilde, Bertolt Brecht, Georg Büchner, Lovecraft, Michelangelo Antonioni, Pasolini, Heiner Müller e Harold Pinter. “Século Passado” é o título do mais recente livro publicado por Jorge Silva Melo que reúne a maioria das suas crónicas publicadas em jornais assim como outros textos de intervenção. Publicado em Junho de 2007, o livro está a ser um sucesso editorial tendo esgotado na maioria das livrarias portuguesas.
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