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Erudito Manuel Serra d’Aire

Edição de 26.11.2008 | E-mails do outro mundo
Finalmente encontrei um político com a lucidez suficiente para perceber que os jornais e as televisões não ganham nada em expor a sua imagem. Falo do presidente da Câmara de Alpiarça, Joaquim Rosa do Céu, que na reunião de câmara onde foi votada a sua suspensão do mandato por um ano proibiu um jornalista de O MIRANTE de lhe tirar fotografias por ter direito à imagem. Isso foi o que ele modestamente alegou para afugentar o fotógrafo, mas a mensagem subliminar que quis passar foi qualquer coisa do género: vão mas é tirar fotografias às concorrentes do concurso da mini-saia de Valverde que os vossos leitores ficam muito mais bem servidos. E eu concordo plenamente. É por isso que quero aqui desta modesta rubrica brindar a Rosa do Céu, formulando votos dos maiores sucessos na liderança da nova Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo. É de políticos como ele que o país precisa. Se todos pensassem assim, em vez de termos os jornais cheios de fotografias de cinzentões e cinzentonas haveria espaço para arejar com imagens de beldades como a que apresento aqui ao lado. Diz-me lá se esta moçoila não vale por dez Sousa Gomes ou Moita Flores? E já estou a fazer as contas por baixo.Terrível Manel, se há coisa com que embirro solenemente é com fundamentalismos, sejam eles de que raça forem. É o caso de alguns ambientalistas que andam sempre a pregar reprimendas sobre o uso da água, da energia, do solo, como se o mundo fosse só deles. A última tirada foi da inefável vereadora da Câmara de Almeirim, Manuela Cunha. Eu até sou simpatizante do Partido “Os Verdes”, dado o meu sportinguismo militante, mas já começam a fartar as embirrações que a ecologista mantém com o presidente da câmara, que se tem as barbas brancas a ela muito se deve. Agora, deu-lhe para criticar a plantação de magnólias, porque, entre outras razões, consomem muita água. Se fosse vinho era bem pior, digo eu. E nesta retórica ecologista da poupança de água há uma série de dúvidas que se levantam. Os militantes ambientalistas tomam banho? E, se sim, quantas vezes por semana? E podem puxar o autoclismo? Regar o jardim? Dar banho ao cão?Esta situação transporta-me para outra situação curiosa. Li algures que uma grande empresa dispensou os seus quadros de usarem gravata no Verão, para poupar no ar condicionado. De pescoço ao léu, a malta anda mais fresca e não é preciso gastar tanta energia. Por cá devia-se seguir o exemplo. Embora a gravata ainda seja um adereço útil para distinguir certos espécimes. Pelo menos sempre sabemos quem são os políticos, os banqueiros, os advogados e vendedores das mais variadas tralhas. E por certas alimárias meterem na cabeça que uma gravata transmite credibilidade ainda hei-de ver arrumadores de automóveis e vendedores de bordas d’água com esse apetrecho burguês ao pescoço para salvar as aparências.Uma continência do Serafim das Neves

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