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Centro de Estudos e Apoio para antigos combatentes

Edição de 27.11.2008 | Sociedade
Antigos militares sem-abrigo, com problemas de toxicodependência, alcoolismo ou stress-pós traumático têm uma nova estrutura de apoio. O Centro de Estudos e Apoio Médico, Psicológico e Social (CEAMPS) criado pela Liga dos Combatentes foi criado para “aprofundar o apoio médico, psicológico e social aos antigos combatentes quer da Guerra do Ultramar, quer das operações de paz”, disse à agência Lusa o presidente da Direcção Central da LC, general Joaquim Chito Rodrigues.Os alvos do programa são os combatentes em risco de exclusão social. "São nichos de exclusão, mas não podemos esquecê-los e é aí que temos de trabalhar", disse o responsável, sublinhando que para promover a inclusão social é preciso conhecer “a pobreza real dos antigos combatentes”. Para isso, a LC lançou o primeiro estudo para a recolha de dados sócio-demográficos para saber o tipo de população que vai apoiar.A Liga está já a trabalhar com alguns antigos combatentes sem-abrigo e outros, com problemas de toxicodependência e alcoolismo, já estão sinalizados. A instituição está ainda a acompanhar cerca de 140 famílias de combatentes em situação de pobreza extrema e com manifesto risco de exclusão social.Até ao final do ano, e em conjunto com o Exército, Marinha e Força Aérea, a Liga irá começar a trabalhar com os militares que participaram e participam em Operações de Apoio à Paz, cerca de 30 mil, não só a nível do stress pós-traumático, mas sobretudo na dimensão psico - social, uma das vertentes do modelo das Nações Unidas para as Operações de Paz e reconstrução pós-conflito, anunciou o responsável.A direcção Central da Liga dos Combatentes e os 71 núcleos espalhados pelo país e o Lar dos Filhos dos Combatentes no Porto, são a estrutura base onde se irá inserir a estrutura de apoio médico, psicológico e social do CEAMPS. Estas estruturas estão a ser dotadas com meios humanos, nomeadamente médicos, psicólogo, assistente social ou técnico de reabilitação para identificar, apoiar e reencaminhar para o Serviço Nacional de Saúde ou para a rede nacional de apoio os combatentes e suas famílias.

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