
Urinar para preservar
A associação empresarial Nersant escolheu uma quinta na aldeia do Arripiado, Chamusca, para promover um debate sobre ambiente e desenvolvimento económico. A ideia foi boa e teria sido um sucesso não fosse o facto dos oradores convidados - os professores universitários José Manuel Palma e Gonçalo Ribeiro Telles - terem falado de quase tudo menos da Chamusca e da região de Santarém. Numa lição de história ambiental, os dois catedráticos levaram meia centena de assistentes a uma viagem pelo mundo em pouco mais de duas horas, mas esqueceram-se do ponto de partida e da razão de ser da conversa. No entanto, os empresários e autarcas ficaram a saber algumas curiosidades. José Manuel Palma explicou que na Península Arábica, zona de deserto, a urina era separada das fezes e utilizada como elemento fortificador das construções até ao momento em que os suecos levaram para lá as primeiras sanitas. Esta informação é pertinente e vem explicar por que é que os portugueses gostam tanto de urinar contra as paredes. Afinal de contas trata-se apenas de preocupação com a salvaguarda do nosso património arquitectónico.

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