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Arraial popular de 2007 “aquece” Assembleia Municipal de Santarém

Eleito do PS quer saber quanto gastou a Câmara na festa que fez concorrência à Feira de Agricultura
A Câmara de Santarém ainda não pagou à Santa Casa da Misericórdia da cidade o aluguer da praça de toiros nem os bilhetes que adquiriu para as corridas realizadas em Junho de 2007, durante o arraial que a autarquia promoveu junto ao recinto taurino no Campo Infante da Câmara. A acusação foi repetida pelo eleito socialista Luís Almeida na assembleia municipal de sexta-feira, onde voltou a pedir informações ao presidente da câmara sobre o montante que a autarquia investiu nessa festa que decorreu em paralelo com a Feira Nacional de Agricultura, realizada no Centro Nacional de Exposições.O pedido de explicações de Luís Almeida – que acusou Moita Flores de não responder aos seus pedidos de informações sobre esse e outros processos – levou o presidente da Câmara de Santarém a reagir de forma contundente. Moita Flores garante que enviou uma carta de resposta a Luís Almeida que, tal como aconteceu com a anterior missiva, não terá chegado ao destino. “As cartas para o deputado Luís Almeida perdem-se todas”, ironizou o presidente da câmara.Moita Flores acusou Luís Almeida de fazer insinuações sobre a sua honorabilidade e afirmou que “só pode ser tratado com respeito e dignidade quem me trata com respeito e dignidade”. Antes já se havia referido à “intervenção patética” e à “baixeza moral” do autarca socialista e garantiu que “não há ninguém que não tenha acesso a nada”, acusando Luís Almeida de querer “fazer chicana”. “É esta a verdade e o senhor não sabe o que é a verdade porque vive em alucinação”, atirou ainda.Num tom bem mais sereno, Luís Almeida declarou que o tom e o conteúdo das intervenções de Moita Flores apenas serviram para desviar as atenções do essencial: “Há muita gente que usa a retórica para se desviar do fundamental. E o fundamental é que já há um ano que pedi informação sobre quanto gastou a câmara no arraial de 2007. Acho que tenho o direito de saber quanto se gastou. Foi isso que pedi na carta, que não tem nada de insultuosa”. Luís Almeida deixou ainda uma crítica à “passividade” da mesa da assembleia por permitir intervenções que considerou “ofensivas”.Refira-se que já em Julho passado Luís Almeida havia denunciado a dívida da câmara à Misericórdia referente ao aluguer da praça de toiros, o que não caiu bem junto do provedor da instituição. “Gosto pouco que a Santa Casa da Misericórdia ande nas bocas do mundo. São assuntos que devem ser tratados internamente e não fui que disse ao senhor Luís Almeida se a Câmara de Santarém nos devia dinheiro ou não”, afirmou na altura ao nosso jornal Garcia Correia.

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