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Alta-Comissária reconhece que Plano de Saúde é impossível de cumprir

Edição de 14.01.2009 | Sociedade
A alta-comissária da Saúde reconheceu esta semana que o Plano Nacional de Saúde 2004-10 será “impossível de cumprir na totalidade” devido à sua extensão e defendeu que o próximo terá que ser “mais específico” e incluir metas regionais.“O primeiro Plano Nacional de Saúde é completamente exemplar” e “demasiado ambicioso”, mas “é impossível cumprir na totalidade”, porque “abrange muitas áreas”, disse Maria do Céu Machado na Comissão Parlamentar da Saúde, onde foi recebida em audição a pedido do Bloco de Esquerda.Segundo a alta-comissária, inicialmente o plano previa 40 programas para as diferentes áreas, mas foram reduzidas para 18 e as prioridades estão a ser revistas. O Plano Nacional de Saúde 2004-10 define um conjunto de metas para as diferentes áreas de saúde, como oncologia, doenças cardiovasculares, saúde mental e obesidade.Maria do Céu Machado revelou que o próximo Plano Nacional de Saúde, que se realizará entre 2011-16, tem que estar terminado até ao final do ano, para que em 2010 seja colocado em discussão pública.A responsável sublinhou que o próximo plano terá que ser “mais específico”, focar a exclusão social e pobreza, além de estabelecer metas regionais. “O próximo plano terá que estudar indicadores por género e por regiões”, disse, adiantando que há diferenças entre as várias regiões, nomeadamente no Algarve, que apresenta os piores indicadores do país a nível da saúde.De acordo com a responsável, o Algarve tem “indicadores péssimos”, a região de Lisboa e Vale do Tejo tem maus resultados no HIV/Sida e o Centro apresenta os melhores indicadores, à excepção dos acidentes de viação e suas consequências.

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