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SIVA quer manter as vendas e reforçar quota de mercado em 2009

Aqui o importante é ter uma estratégia e temos argumentos hoje para resistir melhor à crise

Edição de 14.01.2009 | Sociedade
A SIVA, representante das marcas Volkswagen, Audi e Skoda, empresa que possui um entreposto na zona industrial de Azambuja, quer manter as vendas em 2009 e reforçar a quota no mercado português, prevendo contudo uma queda de 15 por cento nos automóveis ligeiros de passageiros e 8 por cento nos comerciais.“Em 2009, as nossas marcas irão reforçar as quotas de mercado, vendendo muito aproximadamente o mesmo que em 2008, cerca de 700 milhões de euros, mas ainda não fechámos as contas”, disse o administrador da SIVA, Sociedade de Importação de Veículos Automóveis do grupo SAG, Fernando Monteiro, num encontro com a imprensa sobre as perspectivas para este ano e o balanço de 2008.De acordo com o administrador da SIVA, que também distribui as marcas de prestígio Bentley e Lamborghini em Portugal, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros deverão cair 15 por cento, enquanto as de comercias recuarão 8 por cento.Contudo, acrescentou Fernando Monteiro, se em vez de cair 15 por cento, o mercado de passageiros cair 25 por cento “é óbvio” que as vendas da SIVA também serão afectadas.“Ninguém vai estar imune à crise. Ainda estamos a navegar à vista e vamos navegar à vista em 2009. Aqui o importante é ter uma estratégia e temos argumentos hoje para resistir melhor à crise. Temos de aproveitar a crise para preparar o novo ciclo de crescimento que há-de vir”, disse Fernando Monteiro.O administrador da SIVA considera que “2009 será um ano particularmente difícil para o sector automóvel” mas afasta para já um cenário de “grandes alterações de preços”. Para o mercado de usados, Fernando Monteiro prevê um ano “extremamente difícil”, uma vez que a oferta vai continuar a subir, o que poderá agravar ainda mais a pressão da oferta que já existe, e lembrou que a facilitação da exportação deste tipo de veículos “podia ser benéfica” para “aliviar essa pressão”.Quanto a 2008, Fernando Monteiro foi peremptório na caracterização: “o mercado esteve anémico, em queda desde 2002/03, houve uma explosão dos abates - representaram 15 a 16 por cento no mercado total de passageiros - e uma corrida aos automóveis em antecipação ao aumento dos impostos”.Sublinhando a importância dos abates de veículos e o apoio a esta medida para a renovação dos automóveis circulantes, Fernando Monteiro adiantou ainda que em 2008 deverão ter sido abatidos um milhão de carros no parque circulante.O mercado de ligeiros de passageiros em 2008 ficou ainda marcado pelo peso das empresas nas compras, pela queda na procura de carros a diesel, pela estabilidade no rent-a-car e pelo crescimento sucessivo das compras através das gestoras de frotas. A consequência, frisou, é o custo “cada vez mais difícil para os concessionários”.No mercado de veículos de passageiros, o conjunto das cinco marcas representadas pela SIVA registaram um crescimento de 10,5 por cento, praticamente o dobro do incremento do mercado total, tendo a SIVA alcançado uma quota de mercado de 13,8 por cento, a melhor dos últimos cinco anos.O ano de 2008 terminou também com o aumento das vendas de ligeiros de passageiros face a 2007 de 9,95 por cento na Volkswagen (15.881 unidades), de 13,58 por cento no caso da Audi (7.818 unidades e de 7,52 por cento no caso da Skoda (4.061 unidades).O director da Volkswagen, José Duarte, destacou que o modelo Golf registou um aumento acima dos 60 por cento nas vendas e a aposta em produtos, como o Passat Coupé e o Scirocco. No segmento de passageiros a quota de mercado subiu para 8,18 por cento.O director da Audi, Licínio Almeida, sublinhou que as vendas "deveram-se à boa dinâmica do produto, nomeadamente o modelo A4", enquanto o director da Skoda, Orlando Teixeira, salientou o crescimento de 9 por cento nas vendas do modelo Fabia Break e o comportamento da Octavia, cujo novo modelo será lançado no próximo mês.Quanto aos comerciais ligeiros, as vendas da Volkswagen recuaram 31,6 por cento e a Skoda caiu 51,16 por cento. No mercado de veículos ligeiros, que inclui os de passageiros e comerciais, a SIVA cresceu 5 por cento face ao ano anterior, tendo conquistando o segundo lugar entre os importadores do mercado e reforçado a quota de mercado para 11,9 por cento, com as vendas a ultrapassar as 32 mil unidades.

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