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Sapadores vão proteger área verde de Azambuja durante meia década

Sapadores vão proteger área verde de Azambuja durante meia década

Equipa de prevenção de incêndios vai custar 35 mil euros por ano

Um grupo de 16 pessoas está a frequentar um curso de sapadores florestais do Centro de Emprego de Alverca para integrar a futura equipa do concelho de Azambuja. Apenas os cinco melhores vão integrar o grupo que, durante cinco anos, terá como objectivo prevenir e combater os incêndios no concelho da Azambuja.

Edição de 09.07.2009 | Sociedade
A área verde do concelho de Azambuja vai ser protegida nos próximos cinco anos com a ajuda de um grupo de sapadores florestais que terá como missão prevenir os incêndios e auxiliar os bombeiros no combate aos fogos.O grupo de sapadores nasce de um protocolo assinado entre o Município da Azambuja, a Autoridade Florestal Nacional e o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP). Durante cinco anos cinco homens vão realizar vigilância no concelho da Azambuja bem como efectuar silvicultura preventiva no Inverno, que consiste na desmatação, gestão de faixas de manutenção de combustível e criação de aceiros. A equipa vai ser criada com os cinco melhores alunos do curso de sapadores florestais que actualmente está a ser ministrado em Alverca, concelho de Vila Franca de Xira. Grande parte dos 16 alunos que compõem a turma está em situação de desemprego e esta pode ser a grande oportunidade de dar um novo rumo à vida. “Estou na formação porque estava desempregado e sem subsídio. Tive a sorte de me contactarem para vir fazer esta formação, aproveitei e espero que o curso corra bem e eu consiga o emprego”, refere o aluno João Martins, 46 anos. “Está a ser muito interessante e será sempre uma mais valia, mesmo para o currículo pessoal”, garante.A formação começou a 17 de Junho e termina a 30 de Julho. Nessa altura a equipa entrará em acção. Ao seu dispor estará uma verba de 55 200 euros entregue pelo IFAP para aquisição de material e de uma carrinha de intervenção rápida. Além disso a equipa custará aos cofres da autarquia 35 mil euros por ano.“Há vários anos que temos andado a pedir esta equipa e finalmente conseguimos. É uma mais valia tremenda para o nosso concelho e nos outros concelhos onde já existe tem tido resultados muito positivos, como em Loures, Guarda e Viseu”, explica a O MIRANTE o vereador José Manuel Pratas.A formação prática já está em curso em algumas quintas da Azambuja. “Este curso apareceu porque tem sido uma área muito desenvolvida e tem sido uma grande aposta ao nível da formação. Estão a ser criadas cada vez mais equipas de sapadores, sobretudo para limpeza de matas. Este módulo é uma mais valia para ensinar a abrir caminhos, limpar as árvores por onde possam passar um autotanque e fazer contra-fogo, por exemplo”, explica o formador João Ribeiro. Actualmente o Centro de Emprego de Alverca está a realizar um curso semelhante em Torres Vedras, ministrado na componente prática pelos sapadores da tapada de Mafra.Para o comandante dos Bombeiros Voluntários da Azambuja, Pedro Cardoso, esta equipa é “muito importante” para realizar acções preventivas. Mas deixa o alerta: terá de ser bem coordenada. “Estas brigadas são uma mais valia se forem bem coordenadas. Podem ser uma ajuda importante porque os incêndios combatem-se de inverno”, refere o comandante de uma corporação que ainda vai encontrando muitos fogos com origem criminosa no concelho. “Temos quase a certeza de que se trata de mão criminosa porque quando o incêndio começa às 4h da manhã é impossível ser a lua a começar o incêndio”, lamenta. O ponto mais crítico é o chamado “alto concelho”, que integra as freguesias da Maçussa, Vila Nova de São Pedro e Manique do Intendente. Filipe MatiasAssociações de caçadores continuam a receber apoios para vigiar a mataAs associações de caçadores do concelho da Azambuja vão continuar a receber apoios da Câmara da Azambuja para vigiar e detectar incêndios florestais nas matas do concelho. Segundo a autarquia este ano o protocolo com as associações de caçadores vai continuar e arranca este mês, terminando em Setembro. Cada associação vai receber da autarquia 2 extintores de 12kg cada, 250 litros de combustível e alguns agentes de cada associação vão receber formação na detecção primária de fogos florestais.
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