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Guerra dos milhões entre Águas de Santarém e do Ribatejo

Guerra dos milhões entre Águas de Santarém e do Ribatejo

A discussão eterniza-se e agora o tema é os fundos conseguidos

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo ainda não se refez da saída de Santarém das Águas do Ribatejo e o presidente daquele município, Moita Flores não perde uma oportunidade de reacender o conflito.

Edição de 12.08.2009 | Política
O presidente da Câmara de Santarém deu uma conferência de imprensa, a semana passada, para dizer que a empresa Águas de Santarém conseguiu 6,8 milhões de fundos comunitários para águas e saneamento. Mais 100 mil euros do que se o município tivesse ficado na Águas de Santarém. Na resposta, a Águas do Ribatejo, através do administrador Delegado António Torres, diz que se Santarém tivesse ficado já teria recebido mais 9 milhões para além dos 6,7 milhões iniciais.A troca de palavras por causa dos milhões não pára. Contactado por O MIRANTE, Moita Flores (PSD), que também é presidente da administração da empresa municipal Águas de Santarém, contrapõe dizendo que estão a ser preparadas mais candidaturas a apoios da União Europeia e que os investimentos nas redes de saneamento e águas do concelho não ficam por aqui. E reafirma que Santarém tomou a melhor opção ao sair do projecto Águas do Ribatejo, liderado pela CIMLT Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo. “Essa gente (presidentes de câmara que fazem parte da comunidade intermunicipal) não está interessada noutra coisa que não seja prejudicar Santarém, como já fez no passado”. O vice-presidente da CIMLT e presidente da Câmara de Benavente, António Ganhão (CDU), numa conferência de imprensa realizada sexta-feira, 7 de Agosto, realçou que os munícipes de Santarém estão a ser prejudicados pelas atitudes do seu presidente. Dando como exemplo os preços das tarifas de água nos municípios abrangidos pela Águas do Ribatejo e no concelho de Santarém. Ganhão referiu que os clientes da empresa intermunicipal poupam entre 25 a 42 por cento em comparação com os valores que são pagos pelos da Águas de Santarém. Mas Moita Flores contra-ataca referindo que se trata de uma comparação “hipócrita” porque a Águas do Ribatejo está a praticar tarifários em desrespeito pela legislação, que obriga a que o preço reflicta os custos reais da água. Sublinhando que mais tarde ou mais cedo a empresa intermunicipal tem que subir os preços. E até tem razão, segundo admitiu António Ganhão, a Águas do Ribatejo devia estar a praticar valores mais elevados, mas ressalva que a empresa é sustentável e que se está ainda num período de adaptação. Em jeito de provocação António Torres diz que daqui a dois anos podem comparar-se os investimentos feitos pela Águas do Ribatejo nos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche e Salvaterra de Magos, que constituem a empresa, e os feitos pela Águas de Santarém, cujo accionista é a Câmara de Santarém, mas que pretende alienar 49 por cento do capital a um privado.
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