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Vialonga é uma terra em crescimento que precisa de mais espaços de lazer

Edição de 12.08.2009 | Sociedade
Faltam espaços de lazer em VialongaAntónio Henriques, fotógrafo, 62 anosO mais interessante em Vialonga são as pessoas, diz o fotógrafo António Henriques, 62 anos. “São elas que me permitem trabalhar, que me sustentam”. Residente há 12 anos na freguesia, onde já trabalha há 22, considera que há muito a melhorar na área do lazer. É preciso investir em algo que faça com que as pessoas “se sintam bem quando saem de casa”. Em termos de segurança a freguesia poderia melhorar. “Temos a Guarda que a partir de certa hora desaparece das ruas”. António Henriques considera que nos últimos anos a vila tem crescido, mas se chegar mais gente “serão bem-vindos”. O profissional de fotografia teme no entanto que a situação económica do país atrase a evolução de Vialonga. A zona velha da vila já devia ter levado “uma volta”José Lopes Ribeiro, empresário, 43 anosO empresário José Lopes Ribeiro, 43 anos, natural da freguesia de Vialonga, onde trabalha desde sempre, considera que a evolução da vila, que tem crescido de dia para dia, é um dos aspectos mais positivos da sua terra. O empresário, que começou a ganhar a vida como pintor de automóveis, sublinha no entanto que Vialonga “é sossegada”. Na sua opinião é uma terra simpática à portas de Lisboa com condições para todo o tipo de desenvolvimento. Há coisas a mudar, ressalva. “A zona velha da vila já devia ter levado uma “volta” há vários anos”, reclama acrescentando que faltam infra-estruturas para os grupos desportivos”. E é fácil perceber porque são precisas. “Quanto mais ocupadas estiverem as pessoas menos problemas sociais existem”. Formação profissional para ajudar a integrar jovensJoão Bento, magarefe, 33 anos“Vialonga é um bom sítio para viver, é sossegado”, opina João Bento, 33 anos. O magarefe, que dirige uma empresa na área da charcutaria, realça que na freguesia é complicado arranjar trabalho. Considera que devia apostar-se mais na indústria ao invés em vez de permitir o desenvolvimento de mais empresas de logística. João Bento defende que é necessário fortalecer a economia local. “Vialonga é uma zona crítica do ponto de vista social, mas não podemos discriminar”, salienta. A aposta na formação profissional, para “obrigar os jovens delinquentes a trabalhar”, e a integração de alguns em casas de correcção são soluções defendidas para combater “o ponto negro de Vialonga”. As pessoas são o bem mais valioso da freguesiaVanda Castanheira, cabeleireira, 40 anos A cabeleireira Vanda Castanheira, 40 anos, elege “as pessoas” como o bem mais valioso da freguesia de Vialonga. “São humildes e trabalhadoras”, descreve. Para a cabeleireira os aspectos piores da freguesia passam pelos acessos a equipamentos de primeira necessidade, como o actual centro de saúde. O acesso faz-se através de escadas ou em alternativa por um percurso que é demasiado longo. Entre os aspectos a melhorar na freguesia, Vanda Castanheira aponta o aproveitamento do antigo Hospital da Flamenga. A cabeleireira considera que o espaço devia ser “renovado” para apoiar a actual unidade de saúde de Vila Franca de Xira, o que se encontra em vias de acontecer. Aspectos negativos estão nos espaços públicosJosé Mota, empresário, 59 anosÉ uma “cidade” no campo, diz sobre Vialonga José Mota, 50 anos. O empresário, que escolheu Vialonga para trabalhar, realça o “sossego” da freguesia e o facto de se encontrar “perto do nó de Alverca” como pontos mais positivos. “Até se encontra cavalos a pastar”, descreve. As condições também são favoráveis à instalação de negócio. José Mota já notou a diferença. “Aqui os espaços custam metade em relação a Póvoa de Santa Iria”, refere. Os pontos mais negativos da freguesia de Vialonga estão nos “espaços públicos”. José Mota mostra, nas traseiras de um prédio, as ervas daninhas que crescem no passeio e denuncia que mais abaixo uma valeta se vai degradando à passagem de camiões carregados de inertes por “falta de manutenção”.

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