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Salão de Artesanato tem evoluído e já é reconhecido a nível nacional

Salão de Artesanato tem evoluído e já é reconhecido a nível nacional

Organização, qualidade e diversidade dos trabalhos elogiadas pelos artesãos

O Salão de Artesanato, inserido na Feira de Outubro de Vila Franca de Xira está este ano melhor organizado e com mais qualidade. A opinião é partilhada pela presidente de câmara e artesãos, que dizem que o negócio está a correr bem.

Edição de 08.10.2009 | Sociedade
O Salão de Artesanato, inserido na tradicional Feira de Outubro de Vila Franca de Xira, está este ano melhor organizado, com mais diversidade e qualidade de trabalhos expostos nos vários stands instalados no Pavilhão do Cevadeiro.A opinião é partilhada pela presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e pelos próprios artesãos que adiantam que o negócio, até agora, não está a correr mal. O certame foi inaugurado no final da tarde de sexta-feira, 2 de Outubro, por Maria da Luz Rosinha.“Está claramente melhor do que nos outros anos. O nível dos trabalhos é superior assim como a disposição dos stands é melhor”, disse a autarca a O MIRANTE, depois de ter percorrido o recinto e contactado com os artesãos, após a abertura oficial.Para a edil a colocação no exterior do salão de toda a área de restauração foi uma boa decisão que beneficiou a organização e deu uma outra imagem à XXIX edição do Salão de Artesanato, que aos poucos tem vindo a ganhar espaço no panorama nacional dos certames da especialidade.“Começa a ser conhecido de Norte a Sul do país entre os artesãos. Na FATACIL no Algarve e no Salão de Vila do Conde já se fala no salão de Vila Franca Xira”, conta Glória de Jesus, 55 anos, que viajou de Barcelos para expor o seu artesanato em crivo.Como o seu trabalho é minucioso e ocupa muito tempo a minhota apenas está presente nos principais salões do país. Veio pela primeira vez o ano passado a Vila Franca de Xira e como gostou da experiência resolveu voltar. “A organização está melhor e há mais diversidade de trabalhos. É uma feira boa e diferente. Em termos de negócio está a ser razoável mas espero que nos últimos dias possa ser ainda melhor, como aconteceu o ano passado” revela Glória de Jesus que espera regressar no próximo ano e expor no novo pavilhão prometido por Maria da Luz Rosinha.Há oito anos que Luís Campino, 72 anos, faz questão de estar presente no Salão de Artesanato de Vila Franca de Xira. Natural de Valada, Cartaxo, o artesão e embolador de touros faz artigos ligados à tauromaquia como cornetas, pares de cornos ou bandarilhas. Concorda que a feira tem uma organização melhor, que os responsáveis procuraram diversificar a oferta nos stands, mas no negócio as coisas parecem não estar a correr da melhor maneira. “Isto tem vindo a decair de há 5 anos para cá. Este ano ressente-se mais por causa da crise”, afirma o cartaxense que, apesar das dificuldades, ainda vai vendendo os seus produtos.Opinião mais positiva tem Luísa Ferreira. “Para mim as vendas têm estado boas. Se continuar assim já não é mau”, assegura a moradora em Alverca do Ribatejo. Com 62 anos, há 12 que mostra o seu trabalho em Vila Franca. Expõe telhas que vai pintando à mão no interior do stand.“Este ano o salão está melhor. Não estão cá dentro os doces nem as tasquinhas e isso é uma coisa muito positiva, pois não se mistura a comida com os trabalhos dos artesãos”, afirma Luísa Ferreira, que também aproveita a exposição para dar a conhecer a sua loja em Alverca. O salão pode ser visitado até domingo, 11 de Outubro.
Salão de Artesanato tem evoluído e já é reconhecido a nível nacional

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