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Tiago Barbosa 34 anos, músico, Alhandra

“Há um grave problema que ainda não foi resolvido: a oferta pública em termos de ensino da música e das artes. O que faz com que se perca muito potencial artístico no nosso país, na medida em que muita gente com talento nunca irá ter a oportunidade de o desenvolver. Mais uma vez quem perde somos todos nós. É um desperdício”.

Edição de 02.12.2009 | Agora falo eu
Como músico considera que ultimamente alguém lhe tem andado a “dar música”? Acho que todos os Governos de Portugal desde que nasci em 1975. Que personalidade mundial escolheria para fazer um dueto consigo?Escolhia o Fidel de Castro.Porquê?Porque é um verdadeiro resistente e um exemplo maior de fidelidade inquebrável a tudo aquilo em que se acredita. E resistência é uma das características que qualquer músico tem que ter para viver da música. E como qualquer cubano é certamente um grande percussionista, claro.Lembra-se qual foi o primeiro disco que comprou?Foi um LP da Tracy Chapman. O primeiro disco dela. Em vinil, ainda.E qual foi o primeiro CD?Esse foi o Vigil In a Wilderness Of Mirrors do Fish, o ex-vocalista dos Marillion.O que pensa das novas políticas relativamente ao ensino da música em Portugal?Nos anos 90 as coisas evoluíram e mudaram muito. Nasceram muitas escolas em que se estudam vários géneros de música como o Rock, a música electrónica ou a World Music com métodos realmente modernos e actuais. Mas há um grave problema que ainda não foi resolvido: a oferta pública em termos de ensino da música e das artes. É a única economicamente acessível à maioria da população portuguesa e continua a ser muito curta e limitada, o que faz com que se perca muito potencial artístico no nosso país, na medida em que muita gente com talento nunca irá ter a oportunidade de o desenvolver. Mais uma vez quem perde somos todos nós. É um desperdício.O concelho de Vila Franca de Xira está bem servido em termos de escolas de música?Não está mal na medida em que está a acompanhar a evolução geral, mas falta mais quantidade, já que a qualidade é cada vez melhor correspondendo a uma tradição de muitos anos de bons músicos que esta região sempre deu ao país. Qual o artista que gostaria de ver ao vivo em concerto e que nunca viu?Gostava muito de ver o Michael Boublé, o Peter Gabriel (sem ser num festival) e os Pain Of Salvation (grande banda de prog-metal sueca) em Portugal e muitos mais, claro.Qual a década que musicalmente o marcou mais?Talvez uma década que abarca duas décadas. O período de 1975 a 1985 pois apanha muita música que me marcou, desde Genesis e Pink Floyd até Sting, Marillion e a lista não tem fim... E porque foi uma época em que tudo passou a ser permitido em termos de fusão de estilos e géneros musicais com a preciosa ajuda do despontar das novas tecnologias ao serviço da música.E sem ser musicalmente?A década de 80, talvez por ser o que me deu a descobrir e a encontrar aquilo que eu queria fazer e ser: músico. Nunca tive dúvidas nem arrependimentos desde aí.Que prenda mais gostaria de receber este Natal?Um piano novo que o meu está a precisar de reforma. Era para poder trabalhar mais e melhor!

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