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Rastreio às doenças cardiovasculares na Central de Cervejas

Edição de 02.12.2009 | O Mirante dos Leitores
É interessante saber que há empresas que se preocupam com os seus funcionários e sobretudo com a sua saúde. Foi por isso que li com bastante atenção a reportagem sobre os rastreios às doenças cardiovasculares que a Central de Cervejas proporcionou aos trabalhadores da fábrica de Vialonga, com a particularidade de terem decorrido durante o horário de trabalho. Com uma saúde cada vez mais precária devido à falta de médicos, falta de políticas para o sector, de estratégia ou organização, é bom saber que há empresas privadas que reconhecem as dificuldades que as pessoas têm em ter acesso não só a cuidados médicos, como a acções de prevenção. Pena é que estes exemplos não sejam seguidos por outras entidades públicas e privadas. Porque o tempo que se perde nestas coisas pode-se ganhar depois em competitividade, empenhamento, satisfação de quem é a base da produção. Os trabalhadores. Com mais prevenção, mais rastreios, talvez menos se gastasse em tratamentos, menos camas de hospital estivessem ocupadas, menos despesas teria o Estado. Agora anda tudo preocupado com a Gipe A, mas é bom não nos esquecermos que as doenças cardiovasculares são as que mais matam em Portugal. As empresas deviam ter visitas regulares de técnicos de saúde para fazerem rastreios a estas e outras doenças mais prevalentes no país. Porque a medicina do trabalho, a que as empresas estão obrigadas, não é muito mais do que uma forma de engrossar as contas bancárias de empresas e médicos que se dedicam a esta actividade. Não é uma ou duas vezes por ano que se olham para umas análises clínicas e se mede a tensão arterial, e pouco mais, nalguns casos, que se previne. Não é aqui que reside uma política de medicina de prevenção. Espero que a acção da empresa dona da Sagres continue a preocupar-se com a saúde dos trabalhadores, mas tenho algumas dúvidas que outros lhe possam seguir o exemplo.Isabel Ramos

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