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Policiamento nos comboios da linha da Azambuja acaba em Vila Franca de Xira

Policiamento nos comboios da linha da Azambuja acaba em Vila Franca de Xira

Utentes sentem-se inseguros a viajar às horas de menos movimento

Utentes queixam-se de falta de segurança entre as estações da Castanheira do Ribatejo e Azambuja. Policiamento só está a ser garantido pela PSP até Vila Franca de Xira. GNR sem meios para garantir segurança até ao final da linha suburbana.

Edição de 02.12.2009 | Sociedade
Os utentes da linha de Azambuja queixam-se de insegurança nos comboios, especialmente durante o período nocturno, altura em que as composições circulam com menos pessoas. O patrulhamento dentro das composições não é efectuado desde a Castanheira do Ribatejo até à Azambuja por falta de efectivos, apesar de existir um acordo com a CP para toda a linha, apurou O MIRANTE, junto de fonte da GNR.De Lisboa até à estação de comboios de Vila Franca de Xira o policiamento no interior dos comboios é efectuado por agentes da PSP, mas a partir da Castanheira do Ribatejo e por uma questão territorial, a segurança dentro das carruagens fica a cargo da GNR.José Santos, do Carregado, diz que utiliza diariamente o comboio para ir trabalhar e nunca viu um agente da GNR numa composição entre as estações da Castanheira e a Azambuja. “Em Lisboa já vi muitas vezes e até na Póvoa ou em Vila Franca. Agora para estes lados nunca vi! E já ando de comboio há muitos anos”, realça.Cenário idêntico descreve Paula Ribeiro, da Azambuja. Diz que tem medo de andar de comboio à noite porque as carruagens vão muito desertas e já teve alguns problemas com um bando de rapazes que viajava na mesma carruagem. “Era um grupo de rapazes dos seus 16, 18 anos. Falavam alto, provocavam quem ia ao pé deles e estavam a vandalizar a carruagem, escrevendo nas costas dos bancos e nos vidros. Ainda lhes chamei a atenção, mas começaram a insultar-me e como havia pouca gente na carruagem e éramos todas mulheres, acabei por me calar, com medo que me fizessem algum mal”, sublinha.Manuel Silva, da Castanheira, diz que o policiamento nas referidas estações é muitas vezes feito no exterior, mas reforça a ideia dos restantes passageiros da linha. “Até hoje nunca vi GNR dentro dos comboios nesta zona. Costumo ver entrar muitas vezes polícia em Alverca, agora aqui, nada. E é claro que as pessoas têm medo de andar de comboio à noite na Linha da Azambuja”. Carla Lopes, da Azambuja, diz que quando viaja à noite evita levar objectos de valor. “Já não levo relógio, nem pulseiras ou fios em ouro, ou nada de valor. E tento nunca mostrar o telemóvel nem ter nada à vista, que é para não chamar a atenção e não ser assaltada. Tenho muito medo de viajar de comboio à noite. Principalmente depois das 21h00”, confessa.Contactada pelo jornal O MIRANTE a CP diz que existe um acordo com as forças policiais para garantir a segurança dos passageiros em toda a linha, não diferenciando entre agentes da PSP e GNR. A CP assegura ainda que existe um planeamento mensal de acompanhamento aos utentes da Linha da Azambuja, em coordenação com a GNR, mas não foram fornecidos dados quanto ao número de efectivos disponibilizados para esta acção nem sobre a periodicidade com que decorrem estas acções. O MIRANTE tentou obter mais esclarecimentos junto do Comando da GNR de Lisboa, mas não conseguiu obter nenhuma resposta em tempo útil de fecho de edição.De Lisboa até à estação de comboios de Vila Franca de Xira o policiamento no interior dos comboios é efectuado por agentes da PSP, mas a partir da Castanheira do Ribatejo e por uma questão territorial, a segurança dentro das carruagens fica a cargo da GNR.
Policiamento nos comboios da linha da Azambuja acaba em Vila Franca de Xira

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