uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
Isaías Pinto

Isaías Pinto

49 anos, empresário, Vila Franca de Xira

Isaías Pinto, 49 anos, é o sócio gerente do restaurante “O Retiro”, em Vila Franca de Xira. Uma “terra boa” que o acolheu há 31 anos quando decidiu deixar a aldeia de Posmil, no concelho de São Pedro do Sul, distrito de Viseu, e tentar a sorte mais perto da capital. Trabalha desde os 15 anos na hotelaria e tem muito orgulho na mulher e no filho, jogador do União Desportiva Vilafranquense.

Edição de 02.12.2009 | Três Dimensões
Fui criado numa aldeia pequena muito bonita. Posmil, freguesia de São Martinho das Moitas, concelho de São Pedro do Sul, distrito de Viseu. A minha família é toda de lá. Ainda vive lá a minha mãe. O meu pai já faleceu.Não me lembro de ter começado a trabalhar. Éramos pequeninos e já se fazia qualquer coisa. Ajudávamos os meus pais na agricultura e a tratar dos animais. Tínhamos a escola. Mas a nossa brincadeira era brincar a trabalhar. Somos oito irmãos. Costumo dizer que sou filho único e mais sete. O segundo mais velho. Trabalho desde os 15 anos na hotelaria. Vim trabalhar para o Restaurante das Marés, no concelho de Alenquer. O proprietário era um senhor de uma aldeia vizinha, bastante amigo do meu pai. Um dia o meu pai perguntou a esse amigo e conterrâneo se tinha lá trabalho para o rapaz. Estive lá três anos. Depois vim para Vila Franca de Xira. Estou cá há 31 anos. Há 19 anos aceitei um trespasse e fiquei com o negócio. Trabalhava como empregado e já há alguns anos que queria ter qualquer coisa por minha conta.Vila Franca de Xira é uma terra boa. Não sou de cá, mas sinto a cidade como a minha. Cá casei. A minha mulher é de Vila Franca. Tenho um filho que é vila-franquense. Está bem na escola e joga futebol no União Desportiva Vila-franquense. É juvenil.No restaurante não há hora para entrar ou para sair. Normalmente levanto-me muito cedo e por norma também me deito tarde. Fechamos ao domingo. Antes fechávamos à quarta-feira, mas eu passava esse dia sozinho. O filho estava na escola e a minha mulher, que é bancária, a trabalhar. Há alguns anos mudei o dia de folga e consigo estar pelo menos um dia com a família. O domingo é um bom dia de trabalho. Mas o trabalho não é tudo na vida. A família é muito mais importante.Uma semana no campo e uma semana na praia. Normalmente são assim as férias. Em Julho passámos uma semana na aldeia e na outra aproveitámos para ir até Tenerife. Vamos fechar nove ou dez dias no Natal e já estivemos também fechados em Abril.Sinto-me realizado. Profissionalmente não estamos a trabalhar como desejaria, mas a culpa é da crise. Em termos familiares estou muito bem. Tenho uma mulher espectacular e um filho que eu adoro e que até hoje só nos tem dado alegrias. Ter saúde é o que se pode pedir mais.Sou um homem crente. Acredito que há qualquer coisa que nos guia. Todos os dias acordo com disposição para viver aquele dia. Vivo com alegria. É fundamental na nossa profissão. Mas sou assim mesmo no meu dia a dia. Comunico com facilidade. Gosto muito de hotelaria. É meio caminho andado para que uma pessoa se sinta bem. Na hotelaria acabamos por ter no cliente um amigo e isso é muito bom. Felizmente tanto aqui como em casas onde trabalhei funcionou sempre assim. Orgulho-me de passar por certos sítios e ser muito bem recebido. Não tenho muito tempo, mas mesmo assim faço exercício. Gosto muito de nadar. Vou muitas vezes à piscina. Quando posso dou uma corrida no passeio pedonal com uns amigos.Nasci no dia 25 de Dezembro de 1959. Faço cinquenta anos no dia de Natal. Temos o hábito de ter à mesa o bacalhau no dia 24. No dia seguinte temos sempre uma boa vitela assada e um bom cabrito assado no forno. Por norma é o nosso almoço do Dia de Natal. Já funcionava assim no tempo dos meus pais. A tradição mantém-se.Tenho uma família verdadeira. Somos muito amigos e juntamo-nos sempre nas festas. No ano passado éramos quase quarenta pessoas à mesa. Um irmão meu mudou de casa e quis que fosse em casa dele. Estava toda a família. Rendo-me a isso. Ana Santiago
Isaías Pinto

Mais Notícias

    A carregar...