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Ganhar sem trabalhar

Edição de 12.05.2010 | Opinião
A Fundação José Relvas continua a pagar vencimentos a funcionários que passam o dia “a olhar para o boneco” enquanto não resolve o diferendo com a Câmara de Alpiarça relativamente a uma candidatura a um projecto. Neste, como noutros casos, Rosa do Céu deixou contratualizado aquilo que ele próprio não sabia se ia gerir; deixou ainda a presidência da câmara dinamitada o suficiente para complicar a vida a quem viesse a seguir, já que outros interesses o esperavam na Entidade Regional de Turismo para onde foi ganhar a vidinha. Está provado, com o endividamento da autarquia, que Rosa do Céu defraudou as expectativas dos eleitores que nele confiaram. Como se não bastasse o “fartar vilanagem” que parece ter sido o seu último mandato, Rosa do Céu está agora a braços com uma mais que evidente incompatibilidade à frente da Entidade Regional de Turismo. Mas aos bons costumes e aos ideais da República Rosa do Céu e o Partido Socialista respondem com silêncio e arrogância. O secretário de Estado do Turismo disse esta semana a O MIRANTE que não conhece o assunto nem nunca ouviu falar. E assim vamos vivendo no reino da Dinamarca. No entanto a tolice triunfante destes governantes faz mossa e quezílias à nossa gente mas, por muito que nos arrelie, que se há-de fazer? Os tolos nunca saberão que são tolos senão no outro mundo, e é neste que todos queremos barafustar e pedir justiça, mais vergonha e decência. A organização da última expo-criança em Santarém é um bom exemplo de como vivemos no melhor dos mundos. Toda a gente se ri da forma como se faz a gestão do espaço do Cnema mas ainda não há Sociedade Civil, nem haverá nos próximos tempos (pelo andar da carruagem), que assuste os xicos-espertos que vivem à custa do orçamento.A Câmara de Santarém, segunda maior accionista do Cnema, devia tomar medidas urgentes para sair daquela empresa. Uma vez que a sociedade civil não funciona, compete à Câmara de Santarém dar o exemplo, já que também tem a mão na massa, e é responsável, ainda que indirectamente, pela forma como nos tiram, ao nível do desenvolvimento, o pão da boca como se nos tivessem presos à manjedoura. Organizar uma expo-criança sem incentivar a presença das crianças só pode ser brincadeira de Carnaval. Cobrar à entrada e depois voltar a cobrar no recinto para assistir a determinados espectáculos nem na Disney em Paris.Estamos a falar de uma feira para crianças com entradas pagas ao preço de uma refeição, mais caras que um bilhete de cinema ou de teatro. Ainda por cima com a presença de expositores que vão lá para venderem os seus produtos. Repito: a Câmara de Santarém não pode ser conivente com o circo que está montado no Cnema. Ninguém leva a sério uma região que tem um Cnema gerido desta forma. A câmara e todas as instituições de bem ligadas à administração devem uma satisfação à opinião pública pela má gestão daquele espaço que custou muito dinheiro aos cofres do Estado. JAE

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