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A paixão pelos clássicos

A paixão pelos clássicos

Edição de 12.05.2010 | Primeiro Plano
Raul do Espírito Santo, 74 anos, natural do Castelo de Ourém, aprendeu a conduzir aos 9 anos. Muito novo e ainda sem carta, foi vincando a paixão pelos automóveis clássicos vendo o pai trabalhar com carros e camionetas de transporte a gasogénio, ainda nos tempos em que pegavam à manivela. Foi o fundador do Clube Classicourém, uma associação “criada numa mesa de um café no Castelo, mesmo assim invejado por muitos ou imitado por outros”. O primeiro carro que adquiriu foi um Austin 1932, com volante à direita. Hoje possui cerca de 20 veículos antigos, 12 a funcionar e oito por recuperar. Colecciona tudo o que diz respeito a carros antigos e já montou em sua casa uma pequena exposição. Vencedor de vários prémios, participou em corridas e feiras, emprestando ainda os carros para casamentos ou exposições. Para conservar estas preciosidades são necessários alguns cuidados. “De vez em quando é preciso pô-los a trabalhar”. Os custos também são alguns, refere, uma vez que se ocupa mais um lugar na garagem e é preciso ter muito cuidado no combustível utilizado.Trabalhou como mecânico em Ourém, tendo comprado em 1969 uma escola de condução na Batalha. Diz que o seu carro clássico favorito é um Nash 1930, um automóvel que possui e que levou muitos anos a restaurar. Já não gosta tanto dos Mercedes 300 SL, uma vez que certo dia uma das suas estranhas portas (abriam-se para cima) caiu-lhe na cabeça. Lembra-se que em criança, quando uma das camionetas do pai transportava mercadoria até ao Castelo de Ourém, tinha que haver sempre alguém a acompanhar o percurso a pé, de modo a colocar um calço nas rodas caso o veículo fosse abaixo na subida íngreme. No dia 2 de Maio acorreu a mais um passeio de veículos clássicos do Clube Classicourém com um Vauxhall 1950, modelo Wyvern inglês. Um carro da General Motors que pertenceu a um tio seu e que mais tarde adquiriu e restaurou. A seu lado, cerca de 80 automobilistas preparavam-se para fazer um percurso até Porto de Mós. “Devido à crise, o clube resolveu fazer menos passeios”, explicou. Cláudia Gameiro
A paixão pelos clássicos

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