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Projecto europeu tem falhas de liderança e governos fracos

Projecto europeu tem falhas de liderança e governos fracos

Ana Gomes é uma das oradoras do colóquio “A Europa dos Cidadãos” que decorre sexta-feira em Vila Franca de Xira

A euro deputada socialista Ana Gomes é uma das convidadas do colóquio “A Europa dos Cidadãos” marcado para esta sexta-feira, 14 de Maio, no auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira.

Edição de 12.05.2010 | Sociedade
No seu gabinete de Bruxelas a deputada ao Parlamento Europeu, Ana Gomes, recebe com regularidade informação sobre posições de cidadãos. Chegam-lhe apelos de sindicatos, autarquias, Organizações Não Governamentais, mas também opiniões de grupos que defendem as touradas e de outros que são a favor dos direitos dos animais.“Gosto de ouvir as várias opiniões, mas depois tiro as conclusões pela minha cabeça. Pessoalmente não gosto de touradas. Acho que é um espectáculo bárbaro”, explica Ana Gomes a propósito do tema. A euro deputada recusa por isso a ideia de que os cidadãos estão afastados das instituições europeias. Quando estão reunidos em grupo sabem como fazer ouvir a sua voz, defende a euro deputada socialista, uma das convidadas do colóquio “A Europa dos Cidadãos”, que vai decorrer esta sexta-feira, 14 de Maio, no auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira. Carlos Coelho, João Ferreira e Rui Tavares são outros dos euro-deputados convidados do colóquio que terá também a participação de José Fidalgo, presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira e presidente das Vilas Francas da Europa. Quando se fala do problema do distanciamento entre cidadãos e instituição Europa Ana Gomes responde com uma frase: “Sem a Europa Portugal não ia a lado nenhum”. A euro-deputada considera que o país não teria sustentabilidade porque se está num mundo globalizado que enfrenta desafios que não têm fronteiras. “A Europa fez-se para evitar a guerra. Os povos andavam a digladiar-se quando deveriam unir esforços para melhor a qualidade de vida”. No que diz respeito aos apoios comunitários atribuídos por Bruxelas e geridos pelo Governo português, como é actualmente o caso do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) Ana Gomes concorda com as regras impostas para garantir que são respeitadas as directrizes de “boa utilização”. Tal como faz sentido, na perspectiva da euro-deputada, definir superiormente as áreas que devem ter financiamento. “Imagine que as câmaras decidiam construir salões para baptizados ou casamentos”, ironiza. Ana Gomes, europeísta convicta, defensora de uma Europa federal, considera que nos tempos difíceis que correm faz cada vez mais sentido apostar na Europa e defender o modelo que está a ser atacado. “Precisamos de mais Europa e não de menos”.A euro-deputada admite que o projecto europeu tem tido falhas de liderança e governos fracos sem uma orientação estratégica, mas continua a acreditar no modelo. “A Europa é a solução para os nossos problemas. É preciso estratégia, boa governação económica. Não ligar apenas à questão do Euro, mas às grandes desigualdades”, remata.
Projecto europeu tem falhas de liderança e governos fracos

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