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E viva a festa que é tão variada

Há quem goste mais da procissão. Outros dizem preferir o cortejo etnográfico. Há quem garanta não perder os grandes concertos, como o de Rui Veloso marcado para este ano. Todos gostam do convívio. Sobre o atraso na abertura do novo serviço de emergência ninguém fala. Mas há quem diga que mais espaços para estacionar eram bem-vindos.

Edição de 11.08.2010 | Festas de Nossa Senhora do Castelo
“Não vou perder os concertos do Rui Veloso e da Beatriz Felizardo”Telma Santos, 36 anos, Coruche, Empregada de balcãoTelma Santos faz questão de todos os anos assistir ao cortejo etnográfico, ao fogo-de-artifício, à noite, e ao desfile da fanfarra dos Bombeiros. Em relação aos espectáculos musicais, a empregada de balcão garante que não vai perder o concerto de Rui Veloso e de Beatriz Felizardo, a jovem fadista do concelho de Coruche.Não convidem Telma Santos para assistir às largadas de toiros porque ela recusa-se, “Tenho medo que eles fujam e andem à solta. É perigoso e prefiro não ver”, diz. Telma Santos vai aproveitar as noites quentes que se avizinham para visitar as tasquinhas e reencontrar os amigos que também partilham o mesmo gosto pelas festas. Telma Santos acha que desde que o Centro de Saúde de Coruche alterou o sistema de atendimento as coisas melhoraram. “Agora é tudo feito electronicamente e acho que estamos menos tempo à espera. Existe uma maior disponibilidade por parte de quem nos atende”, refere. A empregada de balcão gosta da vila onde vive e, além da falta de estacionamento, não encontra grandes falhas no concelho.“Dias de festas são para conviver com os amigos”Luís Velez, 36 anos, Coruche, Gerente de CarpintariaLuís Velez é presença assídua nas festas de Coruche e não falha o desfile etnográfico. O gerente de carpintaria é acordeonista no Rancho Folclórico de Santa Justa e há 19 anos que integra o desfile. “É cansativo por causa do peso do instrumento e do calor que se faz sentir, mas quando se faz por gosto e dedicação vale a pena”, afirma.Luís Velez é apreciador dos espectáculos musicais e este ano não vai perder o concerto de Rui Veloso e vai combinar umas patuscadas com os amigos nas tasquinhas. “Aproveitamos estes dias de festa para convivermos e bebermos uns copos. É divertido”, conta. Luís Velez diz que não tem razão de queixa do atendimento médico no Centro de Saúde da vila e que das poucas vezes que lá vai é sempre bem atendido. Na sua opinião o concelho está bem servido de infra-estruturas faltando apenas que os empresários invistam no concelho para aumentar os postos de emprego e também o seu volume de negócio. “Procissão religiosa é um momento fascinante”Arquimínio Leal, 52 anos, Coruche, Empresário do Ramo AutomóvelArquimínio Leal aproveita as festas em honra de Nossa Senhora do Castelo para conciliar trabalho com lazer. O stand de exposição que possui no recinto de festas faz com que tenha que estar diariamente nas festas. O que, para o empresário, é um prazer. A procissão religiosa pelas ruas da vila, que este ano se realiza no dia 15 de Agosto, é um momento fascinante. Mas não é o único. “Também gosto muito de ver o cortejo etnográfico na terça-feira e as corridas de toiros também têm sempre carteis muito bons”, afirma.Arquimínio Leal não tem razões de queixa da assistência médica em Coruche porque “felizmente” nunca precisou de usufruir dela. “Tenho seguro de saúde e sempre que preciso vou ao médico particular”, explica. Emprego e investimento são duas das coisas que mais falta fazem em Coruche. “Quero fazer um grande investimento no concelho, mas estou com receio de o fazer porque não existem apoios aos empresários”, lamenta.“Procissão religiosa e cortejo etnográfico são os pontos altos das festas”Ângela Neves, 34 anos, Coruche,Gerente de LojaA procissão religiosa em honra de Nossa Senhora do Castelo que percorre as ruas da vila de Coruche e o cortejo etnográfico são, na opinião de Ângela Neves, os pontos altos das festas. Todos os anos a gerente de uma loja de electrodomésticos dá um saltinho ao recinto das festas. Aproveita para rever os amigos que durante o ano não vê com a frequência que gostaria. “As noites estão quentes e não apetece ficar em casa, por isso, vou às tasquinhas. Encontro sempre pessoas conhecidas”, conta, acrescentando que estas festas são importantes e ajudam ao desenvolvimento do concelho.Ângela Neves garante não ter queixas da assistência médica em Coruche porque ainda não precisou. “Pelo que oiço algumas pessoas dizerem o atendimento médico podia ser um pouco melhor. Os médicos podiam preocupar-se mais pelos doentes e estes deviam ser melhor atendidos”, afirma a gerente.Para Ângela Neves, a autarquia devia apostar em criar mais postos de trabalho para trazer mais produtividade ao concelho.“Só faltei à festa quando a minha filha nasceu”Maria do Castelo, 51 anos, Coruche, EmpresáriaMaria do Castelo conta que só no ano em que a filha nasceu, há 26 anos, - a 16 de Agosto - é que não marcou presença nas festas da Senhora do Castelo. Tirando esse episódio impossível de contornar, Maria do Castelo garante que não perde um dia das festas.A empresária gosta de participar na procissão que leva a Senhora do Castelo pelas ruas da vila e não perde também as corridas de toiros e as largadas. Nas tasquinhas aproveita para conversar com os amigos enquanto assiste aos espectáculos musicais. Em relação ao atendimento médico, Maria do Castelo garante não ter razões de queixa. “Sempre que lá vou sou bem atendida, mas se tivéssemos um Hospital seria importante não só para o concelho de Coruche, como para as localidades dos concelhos vizinhos”, afirma.Maria do Castelo diz que faz falta um maior interesse por parte da população em dinamizar a vila. “Temos que nos interessar pela nossa terra e movimentá-la. As pessoas têm que viver a sua terra e não fugir daqui como tem acontecido”, lamenta.“Não vou faltar ao cortejo etnográfico”Elisabete Cecílio, 31 anos, Fecho,Operadora de BalcãoDesde que engravidou há três anos que Elisabete Cecílio não vai às festas em honra de Nossa Senhora do Castelo. Este ano vai voltar a marcar presença nas festas em Coruche e não vai querer perder o cortejo etnográfico. “Já tenho saudades de ir às festas. O meu filho adora ver os trajes e ouvir a música das fanfarras por isso não podemos faltar”, refere.O que Elisabete mais gosta nas festas é do convívio com os amigos nas tasquinhas à beira do rio Sorraia, onde aproveita para colocar a conversa em dia que a agitação do dia-a-dia não permite durante o ano.A operadora de balcão garante que “felizmente” não é visita frequenta do Centro de Saúde, mas quando lá vai detecta algumas falhas. “Demoramos muito tempo só para marcar uma consulta, estamos muito tempo à espera e nem sempre quem nos atende não prima pela simpatia”, diz.Para Elisabete Cecílio, em Coruche falta estacionamento para os automóveis e na sua localidade, Fecho, faltam lombas para reduzir a velocidade de quem circulas nas estradas da localidade.

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