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Realojamento de famílias ciganas isola maioria PSD na decisão de avançar com obras no bairro do Flecheiro

Realojamento de famílias ciganas isola maioria PSD na decisão de avançar com obras no bairro do Flecheiro

Vereadores do PS e Independentes receiam que as pessoas ainda estejam no local quando se iniciarem os trabalhos

Unanimidade quanto à importância da obra e divergências quanto ao melhor momento para a sua execução. O problema daquela zona de Tomar arrasta-se há quarenta anos.

Edição de 11.08.2010 | Sociedade
A adjudicação da “Empreitada de arranjos exteriores e arruamentos no Flecheiro e mercado – 3ª fase” foi aprovada pelo executivo da câmara de Tomar, com três votos favoráveis do Partido Social Democrata (PSD) que lidera a autarquia. Os vereadores do grupo “Independentes por Tomar”, Pedro Marques e Graça Costa e o do Partido Socialista (PS), Luís Ferreira, optaram pela abstenção. O vereador socialista José Vitorino não participou na reunião por se encontrar de férias. A abstenção dos elementos da oposição foi determinada por dúvidas quanto ao realojamento das famílias de etnia cigana que vivem no local. “É possível resolver a situação de precariedade das famílias de etnia cigana em tempo útil e conjugar com o avanço da obra candidatada para aquela área. Se adiássemos tudo isto, estaríamos a condenar aquelas pessoas a ficar nas mesmas condições indefinidamente”, defendeu o presidente da câmara, Corvêlo de Sousa (PSD), mas a declaração não convenceu.O vereador Pedro Marques (Independentes) esclareceu que “nada tem contra o projecto em si” mas contra a eventualidade de existirem conflitos. “Se as pessoas ainda estiverem lá quando as obras começarem, em vez de termos um problema temos dois: com as famílias e com o empreiteiro a quem foi adjudicada a obra. Por isso, julgamos esta decisão extemporânea”, realçou. Luís Ferreira (PS) fez uma declaração semelhante. Segundo ele “é importante que a empreitada siga em frente porque representa um ganho significativo para a cidade e para o concelho”, mas tem dúvidas relativamente às soluções já discutidas para realojar a comunidade de etnia cigana e “sérias dificuldades em entender como é que as duas situações podem ser compatibilizadas”.O projecto transitou da Sociedade TomarPolis para o Departamento de Obras Municipais e a empreitada tem um preço base 2 milhões e 659 mil euros e um prazo de execução de 270 dias. O MIRANTE apurou ainda que a 26 de Maio, a autarquia celebrou um contrato com a Proplano - Gabinete de Estudos e Projectos, Lda no sentido desta proceder à revisão do projecto dos arranjos exteriores e arruamentos que estava projectado para o Flecheiro, um estudo que vai custar 6.450euros. Deste modo, depois da construção da nova ponte e concluídos os arranjos exteriores na zona da igreja de Santa Maria do Olival, está tudo a postos para que prossigam as obras no Flecheiro, nomeadamente na zona onde se encontram várias habitações abarracadas onde moram, há mais de 40 anos, numerosas famílias de etnia cigana. O assunto não estava incluído na ordem de trabalho da reunião de 2 de Agosto, tendo sido acrescentado, no final da reunião, pelo presidente da Câmara de Tomar, Corvêlo de Sousa (PSD) devido à urgência em avançar com uma obra que foi candidatada a fundos comunitários e também para resolver uma situação que se arrasta há 40 anos. Refira-se que na reunião de 22 de Julho, o executivo municipal aprovou, por maioria, proceder à alteração ao Plano Director Municipal (PDM) na zona industrial de Tomar de modo a possibilitar nesta área a construção de fogos a custos controlados. O objectivo desta medida, que se encontra neste momento em discussão pública, passa precisamente por realojar a comunidade cigana do Bairro do Flecheiro.
Realojamento de famílias ciganas isola maioria PSD na decisão de avançar com obras no bairro do Flecheiro

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