
Assembleia de Tomar condena afirmações de vereador em relação ao escritor Lobo Antunes
Coube ao presidente da assembleia decidir e aprovar moção de censura do Bloco de Esquerda
O presidente da Assembleia Municipal de Tomar, Miguel Relvas (PSD), foi obrigado a exercer o voto de qualidade e acabou por aprovar uma moção apresentada pelo Bloco de Esquerda intitulada “Um caso triste que pôs Tomar na imprensa pelas piores razões”. O documento, apresentado na reunião de 30 de Setembro pelo deputado Paulo Mendes, reporta-se ao já amplamente divulgado caso do escritor Lobo Antunes que depois de ter resolvido não comparecer a um encontro em Tomar organizado pela Entidade Regional de Turismo foi criticado pelo vereador da Cultura e Turismo, o socialista Luís Ferreira. “Esta exposição mediática, pelos piores motivos, foi e é extremamente penalizadora para o concelho de Tomar em termos turísticos e culturais e tem origem nas afirmações de um cidadão que é vereador da Cultura e do Turismo e devia ser o primeiro a promover o bom nome e a boa imagem de Tomar”, lê-se no documento que relembra que Luís Ferreira fez ainda um ataque gravoso aos tomarenses. A moção termina referindo que “não nos revemos nestas afirmações e condenamo-las… a assembleia municipal decide que o vereador Luís Ferreira não reúne condições para continuar a exercer os pelouros da Cultura e do Turismo”. Apesar da aprovação desta moção, a retirada dos pelouros aos elementos da vereação só pode ser exercida pelo presidente da câmara municipal. Após a votação, verificou-se a existência de um empate com 9 votos contra dos deputados do PS, 18 abstenções, onde se incluíam os 13 deputados do PSD, e 9 votos a favor. O presidente da assembleia municipal mandou repetir a votação mas o empate manteve-se pelo que Miguel Relvas teve que exercer o voto de qualidade, optando por aprovar a moção de censura.

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