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Objectos e roupas de antigo Museu Etnográfico de Alpiarça em paradeiro incerto

Edição de 06.10.2010 | Sociedade
Os objectos e roupas doados pela população em 1983 com o intuito de criar um Museu Etnográfico em Alpiarça foram “deitadas fora e desapareceram” no final da década de 90, quando era presidente da câmara o socialista Joaquim Rosa do Céu. A denúncia foi feita por Ricardo Hipólito - um dos populares que participou na recolha de objectos – na sessão da Assembleia Municipal de Alpiarça de 30 de Setembro.O museu só foi criado na década de 90 mas, segundo Ricardo Hipólito, em 1997 - altura em que o presidente Joaquim Rosa do Céu tomou posse -, “quando o PS ganhou as eleições o museu foi desmantelado”. “Isto revela a mais profunda desconsideração para com os munícipes que doaram os objectos, que tinham grande valor afectivo, para a constituição do museu”, lamentou Ricardo Hipólito.O actual presidente da autarquia, Mário Pereira (CDU), confirmou que o museu que “existiu em tempos” foi encerrado aquando da construção do pólo enoturístico. “Foi uma opção do executivo que desmantelou todo o espólio do museu etnográfico. Quando tomámos posse – em 2009 – ficamos a saber que os objectos estavam amontoados numa das adegas da AgroAlpiarça, pertença do município. Muitas das peças estão bastante degradadas e sujas”, explicou o autarca.Questionado pelo munícipe, Mário Pereira referiu não ter conhecimento de que os objectos tenham sido deitados fora, mas teve “conhecimento” que “provavelmente”, algumas peçam “andam a circular em casas particulares”. “Outras estiveram no recinto da Alpiagra, no pavilhão de espectáculos, em condições razoáveis”, refere. O autarca esclarece ainda que lhe “foi dito” que “existe” um inventário de todos os objectos, mas que “não se sabe onde está”. Em reunião recente com a direcção da Associação dos Amigos dos Patudos, a associação propôs “proceder” a todo o trabalho de “reinventariação” das peças. “Se soubéssemos onde está o inventário seria mais fácil sabermos quais foram os objectos doados para o museu”, disse.Enquanto não “encontram” um espaço que sirva de museu etnográfico, o presidente do município compromete-se a ceder o espaço onde estão os objectos – numa das adegas da câmara – e afectar dois funcionários para limparem o espaço. Mário Pereira recorda que a criação de um museu municipal fazia parte do programa eleitoral da CDU e que não desistiram desse objectivo.

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