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Artistas debatem conceito de arte que não é consensual

Artistas debatem conceito de arte que não é consensual

“Político. Criação. Valor” foi a temática de um encontro de estética e teoria cultural no Museu do Ne-Realismo
Edição de 30.11.2010 | Sociedade
O artista plástico Rui Chafes defende a “não utilização” da arte para outros fins que não seja a própria arte. O escultor é a favor da mentira na arte e contra o realismo na arte. Pelo contrário, Albuquerque Mendes, também artista plástico, defende que a arte pode ser um ritual de comunicação com todos os que observam o trabalho que desenvolve.O Encontro de Estética e Teoria Cultural intitulado “Político. Criação. Valor” que se realizou no domingo, 28 de Novembro, no auditório do Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, teve como objectivo debater e dar a conhecer o essencial da actividade artística, cultural e intelectual que em Portugal articula a esfera do político com a categoria do valor. “A ideia não é chegar a um consenso do que é arte até porque o conceito de arte é muito subjectivo. Não é consensual. Cada pessoa tem a sua própria ideia do que é arte e é isso que pretendemos, falar do ponto de vista de cada convidado e participantes acerca da arte”, refere Mário Caeiro, um dos responsáveis da iniciativa e professor universitário.Durante todo o dia passaram pelo museu dezenas de artistas convidados, portugueses e um espanhol, que mostraram os seus trabalhos artísticos. “Os artistas convidados vieram partilhar o seu trabalho, mostraram a sua forma de trabalhar e deram o seu ponto de vista sobre o que é, para cada um, o conceito de arte e como a desenvolvem. É um contacto mais próximo com os artistas num ambiente informal. O objectivo é cartografar a produção cultural a partir da perspectiva da arte sob dois tópicos: político e valor”, explica Mário Caeiro, também designer.Os organizadores decidiram realizar a sessão de encerramento no Museu do Neo-Realismo devido ao ciclo de exposições que o museu realiza no âmbito do “Return of the Real”. “Este museu faz a ligação entre o passado uma vez que o movimento neo-realista foi uma corrente com grandes tradições políticas. Mas depois fazem também a ponte com a produção contemporânea e aquilo que a arte vai ser no futuro”, diz Mário Caeiro.O Encontro de Estética e Teoria Cultura - que encheu o auditório do Museu do Neo-Realismo - foi a sessão de encerramento de um conjunto de encontros sob a designação “Político. Criação. Valor” que decorre desde Julho de 2009. A iniciativa já decorreu em Almada, Monte da Caparica e realizou-se agora em Vila Franca de Xira.
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