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Não é preciso sair de Benavente para conhecer locais idílicos

Não é preciso sair de Benavente para conhecer locais idílicos

João Cunha tem em exposição um conjunto de fotografias originais sobre o concelho

João Cunha andou durante um ano a fotografar as tradições, as paisagens e as gentes de Benavente. O resultado pode ser visto na exposição de fotografia “Benavente História Vida Presente”, no Museu Municipal de Benavente, até 9 de Março.

Edição de 02.02.2011 | Cultura e Lazer
Três salas com perto de 100 fotografias que retratam o concelho de Benavente podem ser visitadas no Museu Municipal de Benavente. Tradições, paisagens e gentes da terra são as propostas da exposição “Benavente História Vida Presente”, do fotógrafo João Cunha, que vai estar patente até ao dia 9 de Março.“Em apenas 30 quilómetros que rodeiam Benavente é possível encontrar paisagens e locais absolutamente idílicos. Não é preciso ir para o Havai ou para o Egipto. Muitos moradores aqui do concelho desconhecem por completo o valor das suas paisagens”, avança João Cunha, 35 anos. Mora em Benavente há apenas um ano, o que lhe permite ter um novo olhar sobre o concelho. “Quando moramos muito tempo num determinado local passamos a ter o olhar viciado e quando chega alguém de fora consegue ver certos pormenores que passam despercebidos”, nota o desenhador gráfico, que se fartou de estar fechado num escritório e tenta sobreviver da fotografia. Uma das salas do Museu Municipal de Benavente é dedicada às festas e tradições de Benavente, com fotografias da Festa da Sardinha Assada, algumas procissões e alusões à festa brava. Na sala do meio estão as fotografias de paisagens. A ponte de Benavente e a imagem de flamingos são alguns dos trabalhos que podem ser apreciados. “Todas estas fotografias foram tiradas de manhã ou então ao final da tarde. Fizemos um estilo pós-produção para dar a sensação que se está a viajar por Benavente”, revela. Na última sala encontram-se alguns rostos do concelho que se encontram a trabalhar nas vindimas, no arroz, no tomate ou no peixe. Do conjunto apresentado, salta à vista a D. Júlia, uma anciã da Aldeia do Peixe. João Cunha foi convidado pelo Museu Municipal para realizar o projecto que pretende criar um espólio de imagens de Benavente nos dias que correm. “É um trabalho dedicado às gentes da terra. Eles e o concelho são os verdadeiros artistas, eu apenas me limitei a disparar o botão da máquina”, conta João Cunha. Interessa-se pela fotografia desde sempre. O avô, médico de profissão, tinha uma paixão enorme pela fotografia e chegou a representar Portugal nos anos 50 em vários festivais e exposições de fotografia, arrecadando vários prémios. “É uma paixão, algo que se sente, quase não existem palavras para descrever”, conta.O trabalho ainda não está terminado. Vai existir depois uma segunda fase, durante a qual João Cunha pretende fotografar também as associações do concelho. “Queremos que o concelho de Benavente fique com um espólio de tudo o que existe cá dentro, de modo a promover o concelho turisticamente”, nota. O fotógrafo está a preparar também outro projecto que se chamará “Reflexos de Benavente” e que será “uma visão experimental do concelho”, a fugir para a arte contemporânea. “Há quem vá adorar e há quem vá detestar porque irá fugir um pouco às regras”, conclui o jovem que pretende desenvolver um trabalho original, sem fotografias que digam “olha o passarinho”.
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