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Pedro Pimenta Braz demitiu-se de inspector-geral da Agricultura mas está impedido de sair

Edição de 20.04.2011 | Política
O inspector-geral da Agricultura e Pescas, Pedro Pimenta Braz, natural de Santarém, demitiu-se do cargo no final de Fevereiro mas foi obrigado a manter-se em funções devido à queda do Governo. O também presidente da concelhia de Santarém do PS só vai poder ser substituído depois das eleições legislativas e da tomada de posse do novo Governo, saído das eleições legislativas antecipadas de 5 de Junho, já que o actual Governo, com a demissão do primeiro-ministro José Sócrates, está impedido legalmente de fazer nomeações. Pedro Pimenta Braz tinha acordado com o ministro da Agricultura, que tutela a inspecção-geral, deixar o cargo em 1 de Abril, altura em que seria nomeado um substituto. Mas o primeiro-ministro apresentou a demissão em 23 de Março. O socialista já tinha entretanto preparado o seu regresso à delegação de Santarém da Inspecção do Trabalho, que chegou a dirigir, mas agora apenas nas funções de inspector. Pedro Pimenta Braz continua sem revelar o que o levou a demitir-se da inspecção-geral da Agricultura e Pescas, mas há quem fale em desânimo relativamente à falta de meios. Recorde-se que Pedro Pimenta Braz entrou para inspector-geral no dia 8 de Março de 2010 e exercia o cargo em regime de comissão de serviço. Tinha sido convidado pelo secretário de Estado das Florestas e ex-presidente da Câmara de Santarém, Rui Barreiro, com quem trabalhou como vereador durante sete meses em 2005. Foi nomeado para o cargo por despacho assinado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, e pelo ministro da Agricultura, António Serrano, no qual se justificava que a escolha tinha por base a reconhecida aptidão, competência técnica, bem como a experiência profissional e formação do visado.

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