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Já lá vão os tempos em que os rapazes cortejavam raparigas oferecendo flores

Já lá vão os tempos em que os rapazes cortejavam raparigas oferecendo flores

Festa dedicada à flor juntou centenas de seniores em Alverca
Edição de 20.04.2011 | Sociedade
Já lá vai o tempo em que os rapazes cortejavam as raparigas com ramos de flores. Os mais jovens já não têm paciência. “Os rapazes de agora querem é discotecas”, confidencia Celeste Ferreira, 74 anos, enquanto procura uma sombra ao lado da amiga, Cremilde Mendes, 63, ambas do Forte da Casa, concelho de Vila Franca de Xira. Flores de todas as cores é o que não falta no pavilhão gimnodesportivo da Escola Secundária Gago Coutinho, em Alverca, onde decorreu este ano, na quarta-feira, 13 de Abril, a tradicional “Festa da Flor”. Em Abril Celeste Ferreira revela que da mesma maneira que prefere os homens de antigamente, “mais respeitadores e cavalheiros”, dá preferência às rosas e cravos. Ao longo da vida sempre foi presenteada com flores pelo marido, especialmente nos aniversários. Guilhermina Engrácio, 64 anos, e João Engrácio, 67 anos, estão casados há 43 anos. Vivem em São João dos Montes. Do marido, Guilhermina nunca recebeu muitos ramos de flores. “Quando namorávamos mal existia dinheiro para comer, quanto mais para comprar flores”, justifica. João Engrácio, segue atentamente a conversa e interromperá para dizer mais tarde que os casais oferecem ramos de flores mas “uns dias depois já estão com a trouxa à porta”. A esposa concorda, acrescentando que vale mais um amor verdadeiro do que um ramo de orquídeas. “Dizia-se antigamente que não se batia a uma mulher com uma flor mas hoje já não é assim”, conclui o marido. Maria Luísa Silva, 73 anos, recorda os tempos em que o marido ainda era vivo e sempre que passava pelo campo lhe trazia um ramo de lírios ou malmequeres. Na altura em que comemorava algum aniversário, Cidália Rodrigues, 69 anos, chegava a não ter jarros para colocar tantos ramos. Todas as prendas que oferece vão com uma flor. No dia do pai e do aniversário costumava dar cravos ao marido. “Ele dizia-me que queria decorar a casa à custa dele”, conta a rir-se. Outra história com flores que recorda com carinho é a do neto que no dia da mãe lhe ofereceu uma rosa. “Eu disse-lhe que devia era oferecer à mãe e o meu neto respondeu-me que a avó era mãe duas vezes”, conta com a lágrima no canto do olho. A resposta marcou-a tanto que uns anos depois ainda conserva a rosa e diz que é a flor mais bonita de casa.
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