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Autarcas de Constância repudiam acção da Entidade Regional de Turismo

Autarcas de Constância repudiam acção da Entidade Regional de Turismo

Moção critica inércia dos dirigentes regionais do Turismo e desadaptação da estrutura à realidade existente

Assembleia municipal acusa os dirigentes do turismo de desconhecerem a oferta dos projectos de cada concelho associado e de não comparecerem em eventos importantes.

Edição de 19.05.2011 | Sociedade
A Assembleia Municipal de Constância aprovou uma moção onde manifesta o “seu vivo repúdio” pela “inércia” da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (T-LVT) e pela “desadaptação” dos seus dirigentes à realidade existente. Entre os exemplos apontados estão a ausência de promoção integrada de toda a região ou sub-regiões na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) e também de produção de materiais de divulgação necessários aos vários postos de turismo da região. Critica ainda o desinteresse que os seus responsáveis manifestam pelo sector.A moção, apresentada e aprovada pela bancada da maioria CDU na última sessão da assembleia municipal, contou com a abstenção dos sete eleitos do PS, partido a que pertence o presidente da Entidade de Turismo Joaquim Rosa do Céu, ex-presidente da Câmara de Alpiarça.“A não participação da Entidade Regional de Turismo nas Festas do Concelho, assim como em outros concelhos associados, nem tão pouco como convidados ou visitantes, é revelador do desinteresse que os responsáveis manifestam publicamente por um sector de vital importância para os concelhos e para o país”, acrescentam.Referindo que o município de Constância, ao longo dos últimos anos, tem desenvolvido um “esforço significativo” para reforçar a sua vocação turística - que “teve sempre, de alguma forma, o acompanhamento da extinta Região de Turismo do Ribatejo” -, a moção defende que o resultado da nova organização turística em Portugal “é decepcionante e catastrófico”.A Assembleia Municipal de Constância, liderada pelo ex-presidente da câmara António Mendes (CDU), acusa ainda a Entidade de Turismo de “desconhecimento da oferta dos projectos de cada concelho associado” e de “falta de sensibilidade para a importância de uma estreita e eficaz colaboração” com os municípios e os agentes económicos do sector. Exemplos, diz a moção, “demonstrativos da inércia dos dirigentes regionais do Turismo e da desadaptação da estrutura criada à realidade existente”.No texto, remetido para a T-LVT, para o Ministério da Economia, grupos parlamentares e assembleias municipais do Médio Tejo, solicita-se ainda à Entidade de Turismo que no uso das suas competências assuma “uma acção interventiva permanente junto das entidades e empresários do sector com o objectivo de sensibilizar e dar a conhecer programas, projectos e acções que directamente lhes digam respeito”.Críticas também em BenaventeNo outro extremo do distrito de Santarém também há queixas quanto ao trabalho de Rosa do Céu. No final de Abril, o presidente do município local, António Ganhão (CDU), criticou a Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo de “inércia” e de não promover nada da região. As expectativas de trabalho a ser apresentado pela entidade “nunca se concretizaram”, acusava o autarca. “A Entidade Regional de Turismo não se pode limitar a fazer mais do mesmo, como visitar feiras no estrangeiro ou promover desarticuladamente uma coisita ou outra, sem um plano e uma estratégia de informação sobre o potencial que uma região tem”, diz o autarca. “A nossa região tem potencial, que está identificado. Quer dos valores do património, património natural e religioso, edificado e o turismo de natureza. O que é preciso é trabalhar com os municípios no sentido de valorizar as questões e quem sabe buscar parcerias com privados. É preciso que a entidade saia desta situação que, a meu ver, é uma situação de inércia e é preciso vencer a inércia”, acrescentava António Ganhão.Rosa do Céu estranha críticas O presidente da Entidade de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (T-LVT) manifestou “estranheza” pela moção aprovada na Assembleia Municipal de Constância. Em declarações à agência Lusa, Joaquim Rosa do Céu considerou estranho “tantas criticas terem como sede um palco curioso”, tendo acrescentado que “seria mais lógico tal iniciativa partir do órgão executivo” da câmara municipal.Segundo Rosa do Céu, “há comportamentos que permanecerão ao longo da vida e haverá sempre pessoas cujo perfil não é compatível com o deixar o palco para outros”. A T-LVT, cuja génese o presidente da Assembleia Municipal de Constância, António Mendes (CDU), “conhece bem até porque manifestou com muita vontade o desejo de integrar a respectiva direcção”, segundo disse Rosa do Céu, tem um problema e uma questão para resolver.“Esse problema chama-se desequilíbrio, e é preciso reduzir assimetrias, promover integração e atenuar a actual diferenciação”, vincou, tendo observado que quando a T-LVT nasceu, em 2008, tinha uma realidade, resultante da integração das antigas Regiões de Turismo, que praticamente esgotava o seu orçamento em despesas de pessoal e custos de funcionamento. Como exemplo, Rosa do Céu referiu que em Dezembro de 2008 o número de funcionários era de 88 e hoje são 41.“Como é do conhecimento do presidente da Assembleia Municipal de Constância”, continuou, a T-LVT “está a ultimar o Plano de Marketing Estratégico que concretizará uma reflexão profunda” relativamente às marcas, produtos e mercados. “Este instrumento de planeamento e a sua conclusão é indispensável para uma gestão correcta da promoção do destino e não de um concelho em particular”.Pelas “razões aduzidas”, acrescentou, a T-LVT não conseguiu, nos primeiros meses da sua existência, apoiar todos os eventos municipais”, tendo lembrado que o começou a fazer em 2010. “As festas de Constância foram um dos eventos apoiados”, lembrou, tendo referido que o mesmo sucedeu com brochuras e com os guias de eventos, de alojamento e da natureza e mapas turísticos da região.
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