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Caminhos florestais precisam de ser limpos para facilitar o trabalho dos bombeiros na época de incêndios

Edição de 26.05.2011 | Sociedade
Os caminhos florestais precisam de ser limpos no concelho de Azambuja para não colocar em causa a chegada dos bombeiros aos focos de incêndio. A falta de elementos e meios nas corporações de bombeiros e nas brigadas da GNR, assim como as más condições do posto de vigia localizado em Alcoentre, foram outros problemas apontados na reunião que decorreu na Câmara Municipal de Azambuja, na passada terça-feira, 24 de Maio. O Governador Civil do Distrito de Lisboa, António Galamba, assegurou que vai continuar a realizar um trabalho de reforço e de consolidação do dispositivo operacional.A existência de sobrantes e de árvores caídas e secas que se encontram nos terrenos do concelho de Azambuja são combustíveis para os incêndios. O mato e o feno também estão a crescer a uma velocidade alarmante devido às condições atmosféricas que se têm registado nos últimos tempos. A este quadro, apresentado por elementos que integram o Dispositivo Operacional de Combate a Incêndios de Azambuja, acrescenta-se a falta de condições do posto de vigia de Alcoentre. “Os vidros estão partidos e não tem luz eléctrica, necessitando urgentemente de intervenção”, confirmou o Comandante Operacional Municipal e também comandante dos Bombeiros Voluntários de Azambuja, Pedro Cardoso. A autarquia pretende limpar os caminhos florestais depois da Feira de Maio, que termina no dia 30 de Maio. O vice-presidente Luís de Sousa mostrou-se também preocupado com a saída dos bombeiros do concelho para ajudar outras corporações. “Somos apenas duas associações de bombeiros e se acontecer alguma emergência cá dentro poderemos ter problemas”. O representante do SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente) da Guarda Nacional Republicana informou ainda que a investigação dos crimes ambientais vai passar a ser efectuada por uma equipa da GNR sediada em Lisboa, quando era realizada a nível distrital. A falta de elementos e viaturas em mau estado são as maiores dificuldades com que as forças de segurança do concelho de Azambuja se deparam. “Temos consciência das dificuldade de meios que existem, mas vamos continuar a realizar um trabalho de reforço e de consolidação do dispositivo operacional. Temos de trabalhar cada vez mais em conjunto, as diversas entidades têm de sair das quintinhas e trabalhar para um objectivo comum, tal como o cidadão que também deve ser responsabilizado”, afirmou o Governador Civil de Lisboa que espera reunir todos os meios para requalificar o posto de vigia de Alcoentre no próximo ano. O presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Joaquim Ramos, aproveitou para referir que a única área que não teve cortes com o PEC municipal 2010 foi a da segurança. “A vida das pessoas e o nosso património são áreas fundamentais”, referiu, acrescentando que não pode garantir o mesmo tipo de apoios este ano devido às restrições orçamentais que o município e o país estão a passar.

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