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Maria José Martins

49 anos, empresária, Casais da Fazenda Nova (Azambuja)

“Em muitos casos a mulher continua a ser a escrava, o que é injusto. Tem a responsabilidade dos filhos, da casa e ainda trabalha. A mulher tem o direito de ter a sua independência. A mudança das mentalidades tem que passar por quem educa os filhos. Mas lá em casa elas também têm que saber dividir as tarefas para habituar os maridos logo no início”.

Edição de 14.09.2011 | Agora falo eu
Seria capaz de emigrar se não arranjasse trabalho em Portugal?Seria sim e foi o que fiz nos anos 80 (risos). Trabalhei num hospital na Suíça. Era auxiliar na área da fisioterapia. Na altura foi a falta de trabalho que me levou a sair de Portugal mas também a ilusão de viver num país diferente. Casei e fui para lá com o meu marido já com trabalho garantido. Gostei muito. Vivi lá 20 anos. Regressei porque nasceram lá as filhas e percebei que ou vinha ou ficava lá para sempre.Se ocupasse um cargo no Governo qual seria a primeira medida que adoptaria?Sinceramente acho que pensaria nas pessoas mais velhas, desprotegidas e com mais necessidades. Seriam essas que mereceriam em primeiro lugar a minha atenção. Obviamente que também não esqueceria as crianças que precisam de protecção. A verdade é que uma criança qualquer pessoa até protege. Com uma pessoa que é mais velha isso já não acontece.Há muita gente que não quer trabalhar ou vivem-se realmente momentos difíceis?Acho que há das duas coisas: pessoas a viver situações muito difíceis e pessoas que não querem trabalhar. No meu estabelecimento já cheguei a precisar de colaboradores e não os consegui arranjar. Ou era porque o horário não dava muito jeito ou porque trabalhar ao fim de semana não era muito do seu agrado. É uma pessoa que liga muito às questões da moda?Visto a primeira peça que apanho no guarda-fatos (risos). Não é por uma questão de poupança. Sempre fui assim. A moda não me diz nada.Arrepende-se mais do que fez ou do que não fez?Só me arrependo daquilo que não fiz (risos). Se está feito, está feito. Resta andar para a frente e esquecer o que está para trás. Por que razão estão os casamentos a diminuir e os divórcios a aumentar? É muitas vezes uma questão de falta de entendimento entre o casal. Às vezes as dificuldades financeiras também podem criar problemas. Há carácteres que não encaixam bem um com o outro e a verdade é que a pressão que existe sobre a família hoje em dia é muito grande. Já existe igualdade entre homens e mulheres? Ainda estamos muito longe. Em muitos casos a mulher continua a ser a escrava, o que é injusto. Tem a responsabilidade dos filhos, da casa e ainda trabalha. A mulher tem o direito de ter a sua independência. A mudança das mentalidades tem que passar por quem educa os filhos. Mas lá em casa elas também têm que saber dividir as tarefas para habituar os maridos logo no início.

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