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Corrosivo Manuel Serra d’Aire

Edição de 14.09.2011 | E-mails do outro mundo
O vereador José Carlos da Câmara de Almeirim, homem do show-bizz, e muito viajado, garantiu no espectáculo de eleição da miss e mister Ribatejo que já viu muita coisa e estava à vontade para dizer que aquela noite era memorável e ao nível de muitas produções de entretenimento televisivas. Eu concordo com o autarca, desde logo porque não é todos os dias que se vê um músico colocar o brejeiro Quim Barreiros ao nível de um menino de coro no que toca ao uso do vernáculo. Mas foi isso mesmo que fez nessa noite um músico chamado Jaimão, que conseguiria fazer corar varinas e carroceiros (caso ainda existissem por cá) tal foi o vocabulário utilizado. Um árbitro meu amigo que assistiu ao espectáculo manifestou-se visivelmente abalado e diz que nem os espectadores de futebol e os dirigentes desportivos usam linguagem tão grosseira. E olha que ele está farto de ouvir das boas. Até me confessou que o cómico Fernando Rocha, que actuou na mesma noite, lhe pareceu uma pessoa recatada e temente a Deus e que a sua actuação podia perfeitamente integrar uma festa da catequese, pelo menos se comparada com a do famigerado Jaimão. Finalmente consegui perceber por que razão aquele evento se chama Pão, Vinho e Companhia. O pão e vinho de Almeirim já muita gente conhecia, mas com companhias daquelas é outra coisa. Para o ano, o vereador Zé Carlos (permita-me a intimidade) poderia aproveitar o filão descoberto este ano e criar o primeiro “festival de asneiredo e humor escatológico do Ribatejo”, onde a malta pudesse subir ao palco e dizer o que bem lhe apetecesse dos políticos, dos chefes, das sogras e até de nós, que também merecemos umas bordoadas.A Assembleia Distrital de Santarém conseguiu um quórum recorde na sua última reunião, graças à ideia peregrina do seu presidente, o bigodaças António Rodrigues, em realizar a sessão na Nazaré num belo dia de Verão. E ainda por cima só da parte da manhã, com direito a almoço e a uma tarde livre que provavelmente alguns aproveitaram. Porque a visita à colónia balnear prevista para depois do almoço só contou com a presença de meia dúzia de autarcas. Ora aqui está uma boa forma de apelar à participação política. Realizem-se mais sessões na Nazaré. Ou em Albufeira. Ou no Baleal. Ou no Gerês. Ou na Serra da Estrela. Vão ver que nunca mais falta quórum. Há poucos dias deparei-me com uma notícia curiosa. Rezava assim: a Câmara de Santarém vai promover acções de formação sobre literacia financeira para os técnicos de acção social da autarquia que trabalham directamente com cidadãos que se encontram em situações de carência económica motivada pelo sobreendividamento. A intenção é ensiná-los a poupar, a não gastar mais do que o que têm. A pergunta que deixo, a terminar, é se os nossos autarcas (começando pelos de Santarém) e governantes também se podem inscrever, para ver se aprendem alguma coisa?Um arrivederci (esta é para as nossas leitoras italianas) do Serafim das Neves

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