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Corvêlo de Sousa considera “precipitadas” críticas do PSD de Tomar

Corvêlo de Sousa considera “precipitadas” críticas do PSD de Tomar

Em causa a polémica suscitada pelos danos causados em parte do alambor do castelo da cidade
Edição de 14.09.2011 | Política
O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Corvêlo de Sousa (PSD), considera que são “precipitadas” as tomadas de posição que têm vindo a público sobre os danos causados em parte do alambor (rampa de sustentação da muralha) do castelo da cidade, descoberto recentemente. O autarca reage desta maneira a um comunicado emitido na passada semana pela concelhia de Tomar do PSD e também aos apelos que correram na Internet para uma manifestação junto ao local danificado, que juntou apenas duas dezenas de pessoas no sábado, 10 de Setembro. “O comentário que tenho a fazer é que é positivo que todos se interessem. Revela preocupação com a cultura e o património da cidade”, disse Corvêlo de Sousa, reafirmando que o troço de cerca de um metro quadrado afectado pela máquina que procedia às escavações vai ser reposto e devidamente valorizado. O autarca refere que “não houve drama nenhum, mas sim uma descoberta importante, que vai permitir estudar o desenho primitivo do castelo, que começou a ser construído em 1160”. De acordo com o que disse numa visita guiada à comunicação social conduzida pela directora do Convento de Cristo, Ana Carvalho Dias, quando se iniciou a escavação, no âmbito dos trabalhos de alargamento e melhoria do acesso ao castelo e Convento de Cristo, não se sabia da existência do alambor.“Assim que a máquina bateu nas primeiras pedras, a arqueóloga que acompanhava os trabalhos mandou parar de imediato e chamou a directora do convento, também arqueóloga, tendo o resto do troço do alambor sido posto à mostra, à mão”, disse aos jornalistas. Segundo disse, numa área de cerca de 20 metros quadrados foi afectado cerca de um metro quadrado no canto superior esquerdo, cabendo agora aos arqueólogos repor as pedras no lugar.Certo é que esta situação levou a concelhia local do PSD, partido maioritário no executivo camarário, a emitir um comunicado no qual admite que os danos “não foram um acto voluntário de destruição do património”, mas “uma acção infeliz e pouco abonatória, resultante de uma equipa multidisciplinar incompleta”. A concelhia acrescenta ainda que “não se revê neste tipo de gestão e de atitudes e chama a atenção para que todos os intervenientes, em especial os principais responsáveis autárquicos, tenham em consideração, que nem todos os actos autárquicos são de mera gestão administrativa e que necessitam da destrinça objectiva e eficaz do que é realmente importante, tendo em vista a elevação do concelho de Tomar e a gestão eficaz de recursos, hoje tão escassos”.Em declarações à Rádio Hertz, José Delgado, presidente da concelhia do PSD de Tomar, frisou que não está em causa a confiança política no actual presidente da câmara sublinhando, no entanto, que “tem de haver consciência de que intervenções em zonas históricas ou em envolventes, onde há grande probabilidade de existir elementos de interesse, se torna necessário a existência de pessoas que sejam competentes e que apliquem rigor”.
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