
Uma dupla luso-brasileira no topo das melhores notas da Escola Secundária do Entroncamento
Giulyana Ferrer, uma jovem de nacionalidade brasileira que terminou o Curso Profissional de Técnico de Contabilidade com 18,3 valores de média, não compareceu à cerimónia do Dia do Diploma, durante a qual seria distinguida como a melhor aluna do ano lectivo 2010/2011 da área do ensino tecnológico. A mãe, Mônica Ferrer, que a representou, disse a O MIRANTE que a jovem, que estuda actualmente na Escola Superior de Contabilidade de Aveiro, não se deslocou ao Entroncamento para não gastar dinheiro. “Ela ficou muito triste quando soube que este ano o Ministério da Educação não dava os 500 euros do prémio aos melhores alunos. Eu animei-a mas o dinheiro fazia muita falta. Ela concorreu a uma bolsa de estudo e ainda não sabe o resultado. Trabalho num lar e tenho mais duas filhas menores, uma de 6 e outra de 14 anos e a vida é difícil”.Numa entrevista publicada no boletim da Escola “Entrelinhas”, a jovem dizia, em Junho, no final do ano lectivo, que os seu plano para as férias de Verão era arranjar um trabalho para ajudar a mãe”.Carolina Esteves Ferreira (de vermelho na foto com a mãe de Giulyana e o director da Escola, Francisco José de Oliveira Neves), que terminou na Escola do Entroncamento o Curso Científico-humanísticos de Ciências e Tecnologias com 19, 1 valores, tendo entrado em Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, também ficou desapontada com a decisão do ministério de entregar o dinheiro dos prémios às escolas. Filha única de uma família que vive sem dificuldades económicas, diz que foram criadas expectativas aos estudantes. “Aquele dinheiro era meu por direito próprio e é claro que já tinha pensado onde iria aplicá-lo”, conta.A jovem diz que sempre quis entrar para medicina e que os pais sempre a apoiaram, nomeadamente através do pagamento de explicações. A O MIRANTE disse que nunca esteve apenas concentrada nos estudos, tendo outros interesses. “Gosto de socializar. De sair com os meus amigos, de ir ao cinema, de ouvir música. Quero viver a minha vida”, afirmou.As duas melhores alunas da escola, tal como outros mil alunos em todo o país ficaram sem os 500 euros referentes ao Prémio de Mérito que o Ministério da Educação criou em 2008 devido a uma decisão de última hora do Ministro da Educação Nuno Carto (ler notícia nesta edição). Alberto Bastos

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