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Falta de apoios estrangula Grémio Dramático Povoense

Associação com 122 anos sonha ter casa nova para ensaios

A redução dos apoios municipais, donativos de empresas e particulares está a deixar o Grémio Dramático Povoense numa situação complicada. A associação da Póvoa de Santa Iria comemorou este ano 122 anos de vida com o sonho de uma nova casa.

Edição de 02.11.2011 | Sociedade
Está a ser cada vez mais difícil para o Grémio Dramático Povoense, da Póvoa de Santa Iria, arranjar apoios e donativos que permitam desenvolver as suas actividades. Os donativos de empresas e particulares estão a diminuir e o presidente do Grémio, Rui Benavente, admite que se avizinham “tempos difíceis” na gestão da colectividade.O grémio da Póvoa comemora este ano o seu 122º aniversário e tem actualmente mais de 100 pessoas envolvidas em áreas como o teatro, música e dança. “A cultura no concelho de Vila Franca e em especial na Póvoa de Santa Iria não pode ser sempre o parente pobre”, disse Rui Benavente no discurso de aniversário. A associação enfrenta problemas de espaço e cresce o sonho de vir a ter uma casa nova no futuro. “Debatemo-nos com problemas de espaço, temos um bar onde as pessoas para entrar têm de passar pela sala de ensaios. Cada vez que fazemos um espectáculo temos de colocar e tirar as cadeiras. As actividades que temos em mente para o futuro não cabem no Grémio. Às quartas-feiras o professor de danças de salão não pode ensaiar porque está cá o encenador do teatro e vice-versa”, lamenta Rui Benavente a O MIRANTE. Actualmente tem sido a Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria a facultar espaços de ensaio para o grupo. A nova sala de espectáculos está prevista para o antigo mercado da Póvoa mas a crise económica tem travado o avanço das obras. A vereadora Conceição Santos (PS), em nome da câmara municipal, disse esperar “boas notícias em breve” no que toca a uma nova sala para a associação e recordou que foi no grémio da Póvoa que as suas duas filhas começaram a fazer ballet há quase duas décadas. O presidente da Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria, Jorge Ribeiro (PS), disse estar “firmemente empenhado” na defesa de instituições como o Grémio, “que engrandecem a Póvoa”.Apesar dos discursos coloridos dos políticos os sócios do grémio sabem que o cenário é cinzento. Entre a meia centena de pessoas que assistiram à sessão eram poucos os jovens que se encontravam presentes. Rui Benavente admite que é preciso que os povoenses se unam mais à colectividade.“Hoje em dia as pessoas e os jovens têm mais ofertas e por isso dispersam-se mais, o que é pena”, lamenta o presidente a O MIRANTE. Rui Benavente, que está à frente dos destinos do Grémio há quatro anos, assume que caso a crise aperte algumas secções terão de fechar. “Não posso dizer que não irei abdicar de algumas secções. Não vamos entrar em loucuras, se tivermos fundo de maneio para aliviar as despesas com as secções tudo bem, senão temos de pensar e reequacionar o que pode ser feito”, admite. A cerimónia de aniversário, no dia 23 de Outubro, serviu também para distinguir os sócios com 25 e 50 anos de ligação ao Grémio. A banda da colectividade actuou durante meia hora e mostrou porque motivo é conhecida de norte a sul do país. “O nosso maior objectivo é manter o Grémio aberto. Somos a única casa de espectáculos da cidade e por isso mesmo ambicionamos ter outro espaço que não sirva apenas os sócios do Grémio mas todos os povoenses que gostem de cultura”, remata o dirigente.

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