ESPECIAL S.Martinho
ESPECIAL S.MARTINHO
Levar uma castanhada da crise é pior que levar um coice
Ninguém consegue escapar aos efeitos da crise que entrou a escoicear nas nossas vidas como um cavalo selvagem que poucos parecem capazes de domar. A analogia vem a calhar em tempo de Feira Nacional do Cavalo da Golegã. Em vez de castanhas há quem receie levar castanhada da grossa e a água-pé não parece uma bebida suficientemente consistente para retemperar forças. O primeiro-ministro tem insistido no empobrecimento mas a situação ainda não chegou ao ponto de empurrar as gentes para a agricultura de subsistência. Hortas só quem as tinha é que continua a ter. Quanto ao cavalo propriamente dito vem a calhar aqui o ditado popular que diz que “em casa de ferreiro, espeto de pau”. Somos melhores a ver passar cavaleiros e amazonas do que a cavalgar.
SEMANARIO | ESPECIAL S.Martinho | 02-11-2011
ESPECIAL S.MARTINHO
De 4 a 12 de Novembro a Golegã volta a ser a Capital Nacional do Cavalo
A Feira Nacional do Cavalo é essencialmente para especialistas e desportistas. Estudiosos e admiradores de cavalos de raça. Mas a Feira de S. Martinho, a verdadeira feira do povo, é para gente de todas as idades e extractos sociais. Pessoas que gostam de admirar cavalos, cavaleiros e amazonas. Povo anónimo que passeia, convive e se diverte. Que vai às castanhas e à água-pé.
SEMANARIO | ESPECIAL S.Martinho | 02-11-2011
