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Moradores de A-dos-Potes dizem-se esquecidos pela junta de freguesia de Alverca

Os moradores da aldeia de A-dos-Potes em Alverca, dizem-se esquecidos pela junta de freguesia e avisam o presidente Afonso Costa que há trabalho a fazer.

Edição de 02.11.2011 | Sociedade
Os moradores de A-dos-Potes, Alverca, dizem-se esquecidos pela junta de freguesia liderada por Afonso Costa (PS) e pedem que a junta intervenha com celeridade na resolução de vários problemas que os moradores enfrentam diariamente. Os transportes públicos para o centro de Alverca são poucos, faltam passadeiras, marcações do piso, passeios, requalificação de muros devolutos e falta limpeza das ruas. Não há um único ecoponto em A-dos-Potes e a cabine telefónica ali existente não tem telefone. Os dois fontanários existentes na localidade estão desprezados sem que haja aproveitamento da água, sendo que muita gente usa-os para lavar os automóveis. A iluminação nocturna é pouca e a designada “curva da morte”, na Estrada Nacional 116 que liga Bucelas a Alverca, continua sem intervenção e a pregar sustos a muitos automobilistas. Na última assembleia de freguesia, realizada no centro social e cultural de A-dos-Potes, a população aproveitou a oportunidade para chamar a atenção para alguns destes problemas. “O lugar da Coberta, onde vivo, é um lugar desconhecido da junta de Alverca. Tenho três filhos que fazem vários quilómetros a pé por dia para ir para a escola porque nem transporte temos. As bermas da estrada nunca são limpas, sou eu que ainda vou limpando”, acusou Luís Miguel Andrade, morador.Outro residente, Luís Duarte, lamentou a ausência de uma passadeira junto à paragem de autocarros da EN116 e condenou a falta de policiamento no local. “Não basta a Polícia de Segurança Pública vir aqui colocar uns panfletos do policiamento de proximidade, é preciso aparecer”, disse. Luís Duarte propôs ainda que as fontes sejam substituídas por bebedouros. Para Carla Cunhal, “mais vale prevenir que remediar” no que toca aos abatimentos verificados em algumas ruas que se “arrastam no tempo”. A cabine telefónica “é importante porque nem toda a gente tem comunicação aqui”, lamentou.O presidente da junta ouviu as queixas e explicou que a colocação de passadeiras é uma competência da Estradas de Portugal. “Das fontes vamos perguntar às pessoas o que querem fazer. Vou tentar saber o que pode ser feito para colocar aqui um telefone e continuar a avaliar a possibilidade da carreira urbana passar por aqui”, explicou. Sobre o lugar da Coberta, Afonso Costa diz que “não tem sido possível intervir por causa do rio” mas garante que será feita uma avaliação do local “para vermos o que poderemos fazer”. A “curva da morte” continua a aguardar o arranque das obras do loteamento da Quinta da Brandoa, onde será construída uma nova estrada.

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