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Construção de armazéns na plataforma da Castanheira só começa quando houver contratos

Construção de armazéns na plataforma da Castanheira só começa quando houver contratos

Empresa promotora pelo equipamento garante que vai arranjar estradas danificadas

As estradas municipais que têm sido degradadas com a passagem de pesados para a obra da Plataforma Logística da Castanheira do Ribatejo vão ser intervencionadas pelos promotores. O investimento vai manter-se mas as naves só começarão a ser construídas quando a empresa tiver contratos assinados já que alguns foram suspensos devido à conjuntura económica.

Edição de 09.11.2011 | Sociedade
Os promotores da Plataforma Logística Lisboa-Norte, na Castanheira do Ribatejo, em Vila Franca de Xira, comprometem-se a arranjar as estradas municipais que têm sido degradadas pelo volume de tráfego de pesados envolvidos na construção da infra-estrutura. Esta foi pelo menos a garantia dada pelos promotores do empreendimento, os espanhóis do Grupo Saba Logística, à presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, no final de uma reunião que ocorreu na última semana.“Vão ser feitas intervenções, da responsabilidade do grupo Saba Logística, na avenida Carlos Leal e na estrada que liga à Italagro”, disse Maria da Luz Rosinha, adiantado que a câmara irá fazer o restabelecimento da Estrada Municipal 1237. Obras que, segunda a autarca, devem ocorrer, “o mais tardar, durante Dezembro”, disse à Lusa.A questão da degradação das estradas municipais da Castanheira do Ribatejo foi levantada publicamente pelo presidente da Junta de Freguesia da Castanheira do Ribatejo, Ventura Reis (CDU), na reunião de câmara do executivo, realizada na freguesia.“Os condutores já não têm grandes condições de desviar-se dos buracos e correm o risco de ir parar dentro da vala”, descreve Ventura Reis que lamenta que a empresa tenha deixado um mau cartão-de-visita. O autarca salienta que as pessoas querem ver o problema resolvido e exige que a câmara tome uma medida rapidamente mesmo que isso implique activar as garantias bancárias. A presidente da Câmara de Vila Franca de Xira informou ainda que recebeu garantias de que o investimento na plataforma logística Lisboa-Norte se vai manter. Devido ao elevado número de contratos suspensos a administração da plataforma só começará a construir as naves logo quando tiver contratos assinados com os clientes. Neste momento não há data prevista para o arranque dessas obras.O projecto da Plataforma foi apresentado a 11 de Março de 2008 pelo então primeiro-ministro José Sócrates, previa um investimento de 265 milhões de euros e a criação de 17 500 empregos, mas até ao momento não foi construído um único pavilhão. As obras visíveis prendem-se com os acessos à Auto-estrada 1 e à Estrada Nacional 1, estando os cerca de 100 hectares, delimitados pela central termoeléctrica do Carregado e a nova estação de caminho de ferro, vedados com arame e blocos de cimento.A autarca afirmou que “continuam a haver interessados” em se instalarem na plataforma e revelou que já houve “alguns contratos que estiveram quase a ser assinados com grandes empresas”, mas que devido à conjuntura económica, foram suspensos. “A situação económica é a que sabemos e as empresas têm de calcular bem os investimentos”, admitiu a autarca.Apesar das dificuldades a presidente antevê uma janela de oportunidade depois de se saber que a plataforma prevista para a zona do Poceirão já não vai avançar. “Tendo em conta que a Plataforma Logística da Castanheira é a única no Portugal logístico que teve alguma evolução há aqui uma oportunidade para todos aqueles que necessitam de espaços e de uma resposta na área da logística”, vincou.Maria da Luz Rosinha destacou ainda o eixo de Vila Franca de Xira Norte que ficará melhorado com o novo acesso à Auto-Estrada nº 1 (A1), mostrando-se disponível para “criar todas as condições para que as empresas possam vir a instalar-se na plataforma”.A câmara aprovou também um projecto de expansão da plataforma logística que prevê que o espaço envolvente possa acolher várias actividades de negócio que não exclusivamente a logística.
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