Em tempos de crise empresário não desiste de construir parque temático sobre os descobrimentos
Empresário António Domingos apresentou projecto na CCDR e espera abrir equipamento em 2014
O parque temático Lusolândia, na zona de Azambuja, para ser rentável vai precisar de ter dois milhões de visitantes por ano. Mas nem isso nem a crise assustam o empresário António Domingos que quer abrir o espaço com 125 hectares em 2014, ano em que se comemora os 500 anos da chegada dos portugueses ao Japão.
O parque temático Lusolândia, dedicado aos descobrimentos portugueses e que está previsto para uma zona entre os concelhos de Azambuja e Alenquer, vai precisar de dois milhões de visitantes por ano para ser rentável. Mesmo em tempo de crise, o empresário António Domingos acredita que é possível assegurar os 250 milhões de euros necessários para a construção do equipamento e mantêm a esperança que parque temático possa abrir as portas em 2014, para coincidir com os 500 anos da chegada dos portugueses ao Japão. A O MIRANTE o empresário diz que “nem lhe passa pela cabeça” desistir do projecto, mesmo no actual quadro de austeridade e dificuldades de acesso ao crédito. Na última semana o empresário apresentou o projecto na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) e foi acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Joaquim Ramos (PS). “Foi uma reunião interessante, sentimos que a CCDR-LVT quer acelerar a aprovação do projecto e estamos muito entusiasmados porque tudo está a correr dentro do previsto”, explica o empresário.António Domingos, 65 anos, empresário ligado ao ramo do imobiliário e turismo na zona de Alenquer, projectou o parque temático para duas quintas que comprou há 20 anos por 750 mil euros. A Quinta do Bunhal (no concelho de Azambuja) e a Quinta do Archino (próximo da Ota, concelho de Alenquer). A decisão governamental de construir um aeroporto em Alcochete desbloqueou o uso dos terrenos. Em Julho deste ano o investimento recebeu o estatuto de Projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN) pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, situação que facilita e acelera os processos de aprovação e licenciamento do parque temático, que vai ocupar uma área de 125 hectares e é dedicado aos descobrimentos portugueses. A Câmara de Azambuja e a Câmara de Alenquer já deram pareceres favoráveis à concretização do projecto. “Mesmo com a crise não vou desistir nem dar o braço a torcer. Não estamos a andar tão rápido quanto desejaríamos mas temos de ter em conta a actual situação do país. A minha esperança é que fique pronto em 2014 mas se ficar em 2015 também não é grave”, refere o empresário.Em curso está, desde Dezembro de 2010, a elaboração do Plano de Pormenor da área, que tem um prazo de execução de dois anos. O parque, recorde-se, chegou a ver a sua existência ameaçada em 2008, quando a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, liderada por Basílio Horta, recusou a classificação PIN a dois projectos com características semelhantes para a mesma zona, a Lusolândia e o Discovery Park. A agência entendeu que não haveria mercado para dois parques temáticos e sugeriu uma aproximação entre os promotores, o que viria a levar à suspensão do Discovery Park e o avanço da Lusolândia.“Tem-se falado muito bem deste projecto, que é importante para a Azambuja e está tudo muito bem encaminhado. Está longe de estar parado”, assegura Joaquim Ramos a O MIRANTE. A concepção do parque tem sido apoiada por um grupo de técnicos do grupo Walt Disney. Está prevista a construção de um hotel, restaurantes, piscinas e seis áreas temáticas alusivas aos descobrimentos, como a chegada dos portugueses a África, Índia, Macau, Japão, Brasil e Américas.Depois do fecho da fábrica da General Motors, que lançou para o desemprego 1100 trabalhadores, e do impasse em relação à construção do biotério que tem como objectivo criar animais de laboratório para investigação, o parque temático está a ser visto como uma tábua de salvação para o desemprego em Azambuja.
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