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Instituto de Apoio à Comunidade não tem dinheiro para Unidade de Cuidados Continuados

Instituto de Apoio à Comunidade não tem dinheiro para Unidade de Cuidados Continuados

Obras podem parar se não se encontrar financiamento e instituição começa a ter problemas de liquidez

As obras da nova Unidade de Cuidados Continuados do Instituto de Apoio à Comunidade do Forte da Casa poderão parar se a instituição não encontrar quem lhe empreste cinco milhões de euros.

Edição de 01.02.2012 | Sociedade
O Instituto de Apoio à Comunidade (IAC) no Forte da Casa, concelho de Vila Franca de Xira, avançou com a construção de uma Unidade de Cuidados Continuados e agora vê-se confrontada com a possibilidade de as obras pararem. Porque ainda não conseguiu arranjar cerca de 5 milhões de euros necessários para pagar os trabalhos. A solução passa pelo financiamento bancário que até agora não foi conseguido. As obras ainda decorrem à conta das transferências das comparticipações da câmara municipal e do Estado, no valor de milhão e meio de euros. Actualmente o instituto procura financiamento junto de um fundo de investimentos mas a tarefa é complicada devido às incertezas da banca face ao futuro. A tudo isto soma-se as dificuldades da instituição, que tem visto as suas receitas diminuir por causa do crescente não cumprimento dos pagamentos por parte de muitos utentes. Apesar das incertezas o presidente do IAC, António José Inácio, mostra-se esperançado que a obra da unidade continue está confiante na obtenção das verbas necessárias. Os trabalhos arrancaram em Março do ano passado mas António Inácio, que é também presidente da Junta de Forte da Casa, admite que se fosse hoje a unidade não avançaria. “Quando se avançou com o projecto o cenário era diferente, não era isto que se previa. Se tudo começasse hoje do zero era um projecto que não iria avançar”, admite o responsável.Exemplificando a quebra das receitas do IAC António Inácio aponta que em Dezembro ficaram por receber dos utentes mais de 15 mil euros. O desemprego e a extinção dos subsídios de desemprego são as principais causas para as falhas de pagamento. “Há menos crianças nas creches e nos pré-escolares e até a lista de espera que tínhamos para as nossas residências desapareceu, temos hoje camas vagas”, lamenta. A instituição tem tentado fazer planos de pagamento com os devedores, mas a verdade é que a situação se está a agravar todos os meses. O IAC tem 178 trabalhadores, oito dos quais estão com contratos a termo. “Para já não vamos dispensar ninguém mas se o cenário se agravar esse é um cenário que teremos de considerar porque temos de reestruturar a nossa estrutura de funcionamento”, adverte o responsável. Actualmente o IAC tem creche, creches familiares, jardim-de-infância, pré-escolar, ATL, casa jovem, apoio domiciliário, centro de dia e residências de idosos. Ao todo o IAC apoia perto de um milhar de utentes.
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