
Futebol de Alverca não pode accionar garantia bancária para concluir centro de estágios
Dinheiro depositado no banco como salvaguarda da conclusão da obra já não está disponível
A garantia bancária que visava salvaguardar a construção do Centro de Estágios já caducou e o clube pondera avançar para os tribunais para reaver o dinheiro.
A garantia bancária que tinha sido acordado a Turiprojecto fazer para salvaguardar a construção do centro de estágios do Futebol Clube de Alverca já caducou. Devido à insolvência da Construsan, a empresa do mesmo empresário da Turiprojecto, José António Carmo, as obras que estavam a decorrer pararam e não há perspectivas que sejam retomadas. O clube fica sem o equipamento, o terreno onde estava o antigo campo de futebol pelado que foi entregue ao empresário e sem o dinheiro da garantia bancária, que além de ter caducado só foi feita em metade do valor que estava previsto. Em causa está a venda do campo pelado do clube à firma Turiprojecto, por um valor na casa dos 7 milhões de euros. A firma entregou ao clube 2 milhões e 250 mil euros e comprometeu-se a fazer o centro de estágios do clube orçado no valor restante. Segundo a direcção do Alverca foi acordado fazer-se uma garantia bancária no montante de 4,5 milhões de euros como salvaguarda de que as obras iam ser feitas. “O problema é que houve um “facilitismo” das anteriores direcções do clube, revela o actual presidente Fernando Orge, que assegura que só foi feita uma garantia bancária de dois milhões e que já caducou. A Turiprojecto fez uma garantia bancária de dois milhões de euros e comprometeu-se a fazer outra de montante semelhante à medida que os trabalhos fossem decorrendo, por causa das alterações constantes que estavam a ser feitas ao projecto e que obrigavam a reavaliações do valor”, explica Fernando Orge. “Confiámos 2 milhões e 700 mil euros à Turiprojecto que nunca nos deu ou sequer realizou uma garantia bancária desse valor”, acrescenta. Em Outubro de 2011, quando o clube se preparava para activar a garantia bancária para concluir a obra deixada a meio pela insolvente Construsan, do grupo Turiprojecto, verificou que a garantia já estava caducada desde 2009. “Na altura em que as obras pararam pela primeira vez o Alverca devia ter-se salvaguardado e activado a garantia bancária. Mas as anteriores direcções não tiveram essa preocupação”, lamentou o dirigente. O campo pelado é actualmente propriedade da Turiprojecto e, avisa Fernando Orge, em caso de insolvência da empresa ele será hipotecado ao Banco Espírito Santo. “Já analisámos o caso, juntamente com vários advogados, e não há volta a dar. Estamos sem pelado, sem centro de estágios e sem dinheiro. A única coisa que temos de fazer agora é agarrar-nos com unhas e dentes ao terreno do centro de estágios, que nos foi cedido durante 75 anos”, lamenta Fernando Orge. O MIRANTE tentou contactar o administrador da empresa, José António Carmo, mas tal não foi possível até à data de fecho desta edição. A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira já disse que não vai assumir qualquer posição sobre o imbróglio do Centro de Estágios do Futebol Clube de Alverca sem primeiro obter “esclarecimentos completos” sobre a situação. A presidente do executivo, Maria da Luz Rosinha (PS), disse estar disponível para, juntamente com os vereadores da oposição, promover uma reunião com a direcção do clube, numa tentativa de encontrar soluções.

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