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Futebol de Alverca não pode accionar garantia bancária para concluir centro de estágios

Futebol de Alverca não pode accionar garantia bancária para concluir centro de estágios

Dinheiro depositado no banco como salvaguarda da conclusão da obra já não está disponível

A garantia bancária que visava salvaguardar a construção do Centro de Estágios já caducou e o clube pondera avançar para os tribunais para reaver o dinheiro.

Edição de 15.02.2012 | Sociedade
A garantia bancária que tinha sido acordado a Turiprojecto fazer para salvaguardar a construção do centro de estágios do Futebol Clube de Alverca já caducou. Devido à insolvência da Construsan, a empresa do mesmo empresário da Turiprojecto, José António Carmo, as obras que estavam a decorrer pararam e não há perspectivas que sejam retomadas. O clube fica sem o equipamento, o terreno onde estava o antigo campo de futebol pelado que foi entregue ao empresário e sem o dinheiro da garantia bancária, que além de ter caducado só foi feita em metade do valor que estava previsto. Em causa está a venda do campo pelado do clube à firma Turiprojecto, por um valor na casa dos 7 milhões de euros. A firma entregou ao clube 2 milhões e 250 mil euros e comprometeu-se a fazer o centro de estágios do clube orçado no valor restante. Segundo a direcção do Alverca foi acordado fazer-se uma garantia bancária no montante de 4,5 milhões de euros como salvaguarda de que as obras iam ser feitas. “O problema é que houve um “facilitismo” das anteriores direcções do clube, revela o actual presidente Fernando Orge, que assegura que só foi feita uma garantia bancária de dois milhões e que já caducou. A Turiprojecto fez uma garantia bancária de dois milhões de euros e comprometeu-se a fazer outra de montante semelhante à medida que os trabalhos fossem decorrendo, por causa das alterações constantes que estavam a ser feitas ao projecto e que obrigavam a reavaliações do valor”, explica Fernando Orge. “Confiámos 2 milhões e 700 mil euros à Turiprojecto que nunca nos deu ou sequer realizou uma garantia bancária desse valor”, acrescenta. Em Outubro de 2011, quando o clube se preparava para activar a garantia bancária para concluir a obra deixada a meio pela insolvente Construsan, do grupo Turiprojecto, verificou que a garantia já estava caducada desde 2009. “Na altura em que as obras pararam pela primeira vez o Alverca devia ter-se salvaguardado e activado a garantia bancária. Mas as anteriores direcções não tiveram essa preocupação”, lamentou o dirigente. O campo pelado é actualmente propriedade da Turiprojecto e, avisa Fernando Orge, em caso de insolvência da empresa ele será hipotecado ao Banco Espírito Santo. “Já analisámos o caso, juntamente com vários advogados, e não há volta a dar. Estamos sem pelado, sem centro de estágios e sem dinheiro. A única coisa que temos de fazer agora é agarrar-nos com unhas e dentes ao terreno do centro de estágios, que nos foi cedido durante 75 anos”, lamenta Fernando Orge. O MIRANTE tentou contactar o administrador da empresa, José António Carmo, mas tal não foi possível até à data de fecho desta edição. A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira já disse que não vai assumir qualquer posição sobre o imbróglio do Centro de Estágios do Futebol Clube de Alverca sem primeiro obter “esclarecimentos completos” sobre a situação. A presidente do executivo, Maria da Luz Rosinha (PS), disse estar disponível para, juntamente com os vereadores da oposição, promover uma reunião com a direcção do clube, numa tentativa de encontrar soluções.
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