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Mulher vive inferno por causa de ciúmes doentios do namorado

Edição de 15.02.2012 | Sociedade
Uma mulher de Samora Correia, Benavente, viveu um inferno durante quatro anos de namoro por causa dos ciúmes do namorado. Ela foi agredida várias vezes, injuriada e a sua mãe também foi agredida quando tentou defender a filha. O pai da vítima chegou também a ser ameaçado pelo serralheiro mecânico de 30 anos, que reside no concelho. O Ministério Público que o acusa do crime de violência doméstica chega a dizer que este exibia ciúmes doentios. O caso vai agora a julgamento no Tribunal de Benavente.Sempre que a namorada não concordava com as ideias do arguido era injuriada. Esta não podia olhar para outras pessoas e chegou a ser agredida fisicamente quando o fez. O homem tentava também controlar os seus movimentos obrigando a vítima a ligar-lhe várias vezes durante o dia, quando estava a trabalhar e controlava as suas saídas e as pessoas com quem se dava. O relacionamento conflituoso durou entre 2006 e Dezembro de 2010, mas depois de terminado o namoro ainda houve mais casos de agressão. Um dos primeiros incidentes remonta aos primeiros meses de namoro, quando ao pensar que a namorada estava a olhar para outro homem durante uma festa, a agrediu com uma bofetada. Em várias ocasiões deu-lhe murros na cabeça, puxões no cabelo e pontapés, não se coibindo de muitas vezes o fazer à frente de familiares e amigos da vítima. De “modo sério e credível” costumava dizer-lhe: “não és minha não és de mais ninguém, nem que eu te tenha de dar um tiro”, “eu mato-te”, “eu dou-te um tiro”, “eu acabo com a tua família” e “eu tenho gente a controlar-vos”. Sempre que a namorada terminava a relação, o serralheiro seguia-a e telefonava-lhe, esperando que o medo a levasse a reatar o namoro. No dia 6 de Dezembro de 2010, o arguido encontrou a namorada na rua e depois de a levar para a sua casa, acabou por a agredir mais uma vez com murros. Desde esse dia, a vítima deixou de se encontrar com ele e mantinha o telemóvel desligado. Um ano depois, o arguido voltou à casa da ex-namorada. A mãe abriu a porta e o serralheiro exigiu aos gritos a presença da ex-namorada que acabou por aparecer. Depois de recusar o pedido de irem conversar para o carro, o arguido agarrou-a pela roupa, puxou-a, e deu-lhe um murro no olho. A mãe que tentou defender a filha também recebeu um murro e foi empurrada para o chão. Os bombeiros levaram mãe e filha para o Hospital de Vila Franca de Xira, tendo a ex-namorada de ser transferida para o Hospital de S. José em Lisboa. No dia 3 de Janeiro de 2011, o arguido voltou a agarrar pelos cabelos a ex-namorada que estava a sair de um cabeleireiro e deu-lhe vários murros na cabeça, boca e no peito quando esta já se encontrava no chão. Cinco dias depois deste incidente, dirigiu-se ao pai da ex-namorado e ameaçou-o dizendo que a família andava a ser vigiada e que se não tirassem as queixas-crime que os matava a todos. O arguido, que aguarda o julgamento com Termo de Identidade e Residência (TIR), está acusado de um crime de violência doméstica podendo incorrer numa pena de prisão de um a cinco anos.

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