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Um cortador de carne com veia para a restauração

Um cortador de carne com veia para a restauração

Carlos Henriques administra mais de dez espaços comerciais entre cafetarias, bares e restaurantes
Edição de 29.08.2012 | Identidade Profissional
A completar 40 anos em Dezembro, Carlos Henriques é um dos mais dinâmicos empresários da região. Natural da Póvoa de Santarém, foi aí que teve o seu primeiro negócio aos 22 anos gerindo um talho. Surgiu depois uma cafetaria na gare Rodoviária de Santarém e um restaurante na sua terra. Não satisfeito, o empresário lançou-se na exploração de mais cafetarias, restaurantes e bares em espaços públicos e privados da cidade. Uma dezena de estabelecimentos que são hoje referências para os habitantes e para quem visita a capital de distrito.Há dois anos e meio surgiu o El Galego Lounge no Jardim da República e a seguir a cafetaria no jardim junto aos bombeiros voluntários. Tem um restaurante e um bar no Complexo Aquático de Santarém. Abriu mais recentemente a cafetaria Quantos Queres no Jardim da Liberdade com chás especiais, cupcakes ou gelados. Lançou um pronto a comer na avenida Afonso Henriques junto à praça de touros. Adquiriu os cafés do rés-do-chão e do segundo piso do W-Shopping para introduzir em breve novos conceitos de oferta. Com o espaço Tascá disponibiliza comida mais tradicional à entrada do centro histórico. Dentro de dois meses espera abrir no Jardim da Liberdade uma marisqueira.Uns consideram-no ousado e empreendedor, em benefício próprio e da cidade. Outros invejam e desconfiam. A estes Carlos Henriques diz que basta que passem pelos espaços que hoje gere. “Não paro, estou sempre a dar apoio às minhas equipas e a dar a cara pela marca El Galego”, garante o empresário.Carlos Henriques começou cedo a trabalhar. Com 15 anos cortava carne no talho do pai, no mercado municipal de Santarém. Os estudos ressentiram-se e ficou pelo 9º ano. Como a regra diz que quem não estuda tem de aprender uma profissão, começou como cortador de carnes, mas já lidava com animais e na agricultura em actividades do pai e do avô. O avô tinha muitos porcos. Com 16 anos já tinha feito muitas matanças.Foi convidado para trabalhar no talho da Cooperativa dos Consumidores, o primeiro grande supermercado de Santarém nos anos 80 e 90 no campo da Feira. Foi ainda durante algum tempo comissionista da Bimbo ao fim de semana. A juventude passou a correr. Aos 22 anos estabeleceu-se com um talho na Póvoa de Santarém. Um ano depois estava casado com a mulher da sua vida, Dora, que começou a namorar com 16 anos. Aos 24, chegou a primeira filha, Maria, de 15 anos. E antes dos 30 anos já tinha mais dois, Beatriz, de 13, e Afonso, de oito. Com tantas responsabilidades o dia a dia de Carlos Henriques é intenso. Começa a trabalhar por volta das 8h00 e vai distribuindo o seu dia conforme as solicitações apresentadas pelos colaboradores de cada estabelecimento. Depois de um dia de trabalho procura deitar-se o mais cedo possível. À sexta-feira e ao sábado fica acordado até mais tarde, com mais tempo passado no El Galego Lounge. “Depois de fechar a casa até costumo dar um saltinho à concorrência para ver como está tudo”, acrescenta Carlos Henriques.Nos tempos livres Carlos Henriques gosta de estar descontraído e ser observador, perceber a realidade que o rodeia. Não dispensa jogos de futebol com os amigos. Afinal, jogou nas camadas jovens da União de Santarém como guarda-redes. “Quando era miúdo morava no Sacapeito e ia jogar para o campo da escola industrial. Como os restantes eram mais velhos ficava sempre à baliza. Mas agora prefiro jogar como ponta de lança”, recorda com um sorriso. Não se acha um pioneiro na mudança de algumas mentalidades em termos empresariais em Santarém mas gostaria que os de cá puxassem mais pela cidade. “Santarém é uma cidade bonita como poucas do país, com história, com pessoas bonitas. Ainda há muito a fazer pelo turismo e espero estar a contribuir para que as pessoas possam dizer que têm espaços bons com as melhores tortas, os melhores pastéis de nata, a par dos monumentos, das igrejas. Não sei que dívida deixa Moita Flores, mas deixa uma cidade com mais visitantes e mais espaços bons onde os visitantes possam desfrutar”, analisa o empresário.
Um cortador de carne com veia para a restauração

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