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Estudo de impacte ambiental para Unidade de Tratamento de Resíduos Hospitalares Perigosos sem reclamações

Complexo vai instalar-se no Eco Parque do Relvão, no concelho da Chamusca
Edição de 29.08.2012 | Sociedade
O estudo de impacto ambiental referente à Unidade de Tratamento de Resíduos Hospitalares Perigosos GIII esteve em consulta pública e não recebeu qualquer espécie de reclamação ou proposta de alteração. No resumo não técnico não se perspectivam consequências negativas relevantes decorrentes da implementação do projecto. Nas conclusões do estudo aponta-se que, de uma forma global, os impactes positivos do projecto sobrepõem-se largamente aos efeitos de natureza negativa, sendo estes de magnitude genericamente baixa. A implantação do projecto terá efeitos positivos ao nível da criação de emprego, fixação da população, crescimento empresarial, dinamização urbana e valorização dos recursos humanos. A Unidade de Tratamento de Resíduos Hospitalares Perigosos GIII vai nascer no Parque Eco do Relvão, freguesia da Carregueira, Chamusca, e é promovida pela empresa Somos Ambiente, ACE - Valorização, Reciclagem e Tratamento de Resíduos, criada em 2008 com o objectivo de construir e explorar o Centro Integrado de Valorização de Resíduos Hospitalares e Industriais (CIVTRHI), que irá permitir a desactivação da central de incineração de resíduos hospitalares do parque de saúde de Lisboa.A instalação integra duas máquinas de desinfecção por micro-ondas, prevendo-se tratar anualmente 3200 toneladas de resíduos hospitalares do Grupo III, que são resíduos de risco biológico, constituídos por materiais contaminados ou suspeitos de contaminação. O regime de funcionamento será de dois turnos por dia, de oito horas cada turno, sete dias por semana. A unidade implanta-se num lote com 5108 m2, sendo constituída por um edifício industrial com uma área coberta de 600 m2. Segundo o estudo, na fase de exploração, os impactes ambientais negativos são maioritariamente não relevantes, não se tendo identificado efeitos com magnitude superior ao nível reduzido. Os efeitos positivos do projecto fazem-se sentir nos factores sócio-económicos, citando-se a mais-valia da implantação de um projecto inovador na área do tratamento dos resíduos hospitalares do Grupo III, com inequívocas vantagens técnicas e ambientais relativamente aos sistemas actualmente implantados no país.Ainda que de forma moderada, o projecto em análise promoverá a criação de emprego e a qualificação profissional, com efeitos directos na fixação da população e na atractividade territorial do concelho da Chamusca. Também, o investimento realizado terá um efeito positivo nos indicadores económicos, com repercussões positivas em sectores de actividade a jusante e montante.As medidas que minimizam os efeitos adversos e potenciam as oportunidades criadas pelo projecto estão bem especificadas e serão sempre alvo de monitorização ambiental. Os impactes ambientais serão muito reduzidos, sendo mesmo nulo para um conjunto alargado de descritores. O complexo não descarrega águas residuais nos meios hídricos locais, não produz emissões gasosas e os níveis de ruído emitidos são baixos. A Câmara Municipal da Chamusca já tomou todas as medidas para que a unidade de tratamento possa iniciar o seu funcionamento no maior curto espaço de tempo possível e vai reunir com CCDR-LVT para elaborar o seu parecer devidamente fundamentada.

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