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“Angústia financeira” está ultrapassada na Câmara de Alcanena

Pagamento a fornecedores foi reduzido de 260 para 94 dias, graças ao plano de saneamento delineado em 2009 que enunciou um conjunto de medidas de contenção de despesas e de maximização de receitas.

Edição de 07.11.2012 | Sociedade
A presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Fernanda Asseiceira (PS), considera que o plano de saneamento financeiro a que o município aderiu em 2009 permitiu que a autarquia saísse da situação “de angústia financeira” em que se encontrava, acrescentando que cumpriu a grande maioria dos objectivos previstos para este mandato. A autarca falava na sexta-feira, 2 de Novembro, data em se que assinalava precisamente o terceiro aniversário da tomada de posse do executivo camarário. Actualmente o passivo da autarquia está cifrado em 17 milhões, quando em Dezembro de 2009 era de 20 milhões, referiu sublinhando ainda que o pagamento a fornecedores foi reduzido de 260 para 94 dias. A elaboração de um Plano de Saneamento Financeiro permitiu ao município enunciar um conjunto de medidas de contenção de despesas e um conjunto de medidas de maximização de receitas que possibilitou o pagamento de 5 milhões de dívidas a curto prazo, ainda em 2011. Na conferência de imprensa a autarca disse ainda que, muito recentemente, conseguiu recuperar os cerca de 518 mil euros que ficaram retidos, entre Outubro de 2010 e Dezembro de 2011, por dívidas à ADSE (que era superior a 400 mil euros) e por ter ultrapassado os limites de endividamento. “Enviamos à Direcção Geral de Administração Local uma lista com dívidas vencidas há mais de 90 dias e o valor restituído vai servir para fazer este pagamento”, disse.A autarca salienta que são três os dossiês que mais a preocupam actualmente. Um tem a ver com a concretização de projectos na área ambiental (como a reabilitação Estação de Tratamento de Resíduos (ETAR), e que carece de clarificação por parte dos ministérios competentes. Outro tem a ver com a questão dos centros escolares e um terceiro com o novo quartel da GNR. Obras protocoladas com o anterior Governo socialista e que, apesar de terem luz verde, acabaram por nunca avançar. Casa da Cultura vai receber serviços Durante a conferência de imprensa, Fernanda Asseiceira referiu que uma das próximas obras a ser iniciada no concelho consiste numa intervenção na Casa da Cultura, junto à Praça 8 de Maio, onde vão ser concentrados alguns serviços da autarquia que actualmente estão dispersos, tais como a Divisão de Educação, Cultura, Turismo, Desporto e Juventude. A obra está orçada em 190 mil euros e conta com uma comparticipação de 60 por cento, sendo realizado, muito em breve, o ajuste directo para que arranque ainda este ano. O espaço vai ter uma galeria no rés-do-chão, para ser usado por artistas e artesões do concelho em permanência, e vai receber o nome de Maria Lucília Moita, pintora natural de Alcanena, falecida em Agosto de 2011.

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