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Torres de vigia da cadeia de Vale de Judeus poderão ser reconstruídas em betão

Edição de 07.11.2012 | Sociedade
As quatro torres de vigia do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, em Alcoentre, Azambuja, construídas em metal, poderão ser substituídas por novas torres em betão. A intervenção, que constitui uma obra de fundo, está a ser avaliada pelo Ministério da Justiça. A garantia foi dada pelo gabinete da ministra, em resposta a um requerimento apresentado pelo deputado João Oliveira do grupo parlamentar do PCP, mas não são avançados prazos. A informação surge após O MIRANTE ter noticiado a falta de condições dos equipamentos. A tutela garante que as torres foram recuperadas em 2010 tendo sido, desde aí, objecto de constantes obras de manutenção e conservação. “Todas as torres permitem que a sua utilização, pelos elementos da guarda prisional, se faça com segurança”, lê-se na resposta. Tal como O MIRANTE noticiou em Outubro as torres de vigia da cadeia não oferecem as mínimas condições de segurança e higiene e num dos espaços o urinol é canalizado através de uma mangueira directamente para o pátio da prisão. O mau cheiro perturba guardas, funcionários do estabelecimento e reclusos. Os urinóis ficam no exterior da torre de vigia, ao ar livre, o que implica também que em alguns pontos os guardas não tenham privacidade para satisfazer as necessidades fisiológicas. Para o dirigente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), Jorge Alves, os remendos nas placas metálicas para tapar os buracos que vão surgindo, bem como a simples pintura, não são suficientes para resolver o problema. O dirigente sindical lembra que as torres poderiam ser construídas com boa vontade e mão de obra prisional. Nas torres em chapa, construídas na década de 70, altura em que o estabelecimento ficou concluído, os guardas que dali vigiam os reclusos são sujeitos a altas temperaturas no Verão e a muito baixas temperaturas no Inverno. Para agravar a situação os fios eléctricos estão expostos à humidade e chuva podendo haver risco de electrocussão. A cadeia tem cerca de 500 reclusos a cumprir penas superiores a dez anos e 140 guardas.

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