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Autoridade para as Condições do Trabalho investiga empresa onde houve fuga de amoníaco

Edição de 19.12.2012 | Sociedade
A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) está a investigar a empresa de Samora Correia onde na semana passada ocorreu uma fuga de amoníaco que levou 27 pessoas a serem assistidas no hospital. “A empresa foi notificada para a apresentação de documentação relevante, nomeadamente a avaliação de riscos profissionais e as medidas correctivas identificadas e implementadas, de forma a serem garantidas as condições mínimas de segurança e da saúde dos trabalhadores”, informa a ACT.A fuga ocorreu no dia 11 de Dezembro quando estavam a ser realizados trabalhos de manutenção na sala de embalagem de congelados da fábrica de abate e comercialização de patos. Segundo o comandante distrital de operações de socorro, Joaquim Chambel, a situação é considerada um acidente de trabalho. Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro a empresa não tem um plano de actuação em caso de emergência que defina não só as medidas a tomar em caso de acidente ou incêndio, por exemplo a evacuação dos trabalhadores, como as acções de prevenção. Joaquim Chambel não adiantou que medidas vai desenvolver em relação à falta deste plano, mas garante que a empresa já se encontra a tratar desta situação. Os 27 trabalhadores da Marinhave após o acidente apresentavam irritabilidade dos olhos, vias respiratórias e má disposição. Assistidos em hospitais dos distritos de Santarém e Lisboa os funcionários tiveram alta no próprio dia. A fuga foi contida no próprio dia e foi chamada uma empresa especializada para resolver a situação. No dia seguinte ao acidente, 12 de Dezembro, a empresa já se encontrava a laborar normalmente.Este é o segundo acidente na Marinhave. Em Fevereiro de 2010, dez trabalhadores também tiveram de ser assistidos devido ao mesmo problema. Um estava em estado grave e nove com sintomas mais ligeiros. A Marinhave é a mais antiga e a única empresa em Portugal, que se dedica unicamente à produção de patos. Mais de 90 % da produção é para exportação.

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