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Primeiro agrupamento de bombeiros do país nasce no Médio Tejo

Primeiro agrupamento de bombeiros do país nasce no Médio Tejo

Abrantes, Constância e Mação vão começar a partilhar sinergias, numa lógica de economia de escala. Para já, o Sardoal ficou de fora.

Edição de 13.02.2013 | Sociedade
Permitir uma melhor gestão dos recursos disponíveis e uma mais eficaz resposta operacional é o objectivo do Agrupamento de Bombeiros do Médio Tejo Norte, que vai colocar os municípios de Abrantes, Constância e Mação a partilhar os meios humanos e materiais de socorro existentes. Inicialmente, estava prevista a adesão dos Bombeiros Municipais de Sardoal mas a autarquia não concordou com os trâmites do protocolo e adiou a sua adesão (ver caixa). A cerimónia de assinatura do protocolo de constituição do Agrupamento de Bombeiros do Médio Tejo Norte decorreu a 5 de Fevereiro, na sede da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), em Tomar, e contou com a presença do secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D’ Ávila, que homologou o mesmo. Este é o primeiro agrupamento de Bombeiros a ser constituído no país, após a publicação de legislação que assim o permite. O protocolo foi assinado por cinco entidades: Câmaras Municipais de Abrantes, Constância e Mação e Associação Humanitária dos Bombeiros de Constância e Associação Humanitária dos Bombeiros de Mação. Surge na sequência da publicação do Decreto Lei 248/2012, de 28 de Novembro que vem permitir a criação de agrupamentos de bombeiros que integrem uma parte ou totalidade dos elementos pertencentes a diferentes corporações e com áreas de intervenção contíguas. Na prática, se um incêndio se registar numa freguesia rural de Abrantes, distante da sede de concelho, a corporação que é chamada a combater as chamas poderá ser a de Constância ou Mação.Maria do Céu Albuquerque (PS), presidente da Câmara de Abrantes e uma das maiores entusiastas da criação deste agrupamento, recordou o trabalho desenvolvido anteriormente pelos comandantes das corporações de bombeiros envolvidas, secundado pelas autarquias, frisando que o objectivo passa por “servir mais e melhor as suas populações, gerindo melhor os recursos disponíveis”, conferindo mais força ao Médio Tejo. Com a criação deste Agrupamento de Bombeiros do Médio Tejo Norte, a Câmara de Abrantes resolve, finalmente, o problema dos honorários que eram pagos aos elementos voluntários do seu corpo de bombeiros municipais, através de um protocolo de cooperação firmado com os Bombeiros Voluntários de Constância, questão que levantou alguma celeuma no seio do executivo camarário.Já Máximo Ferreira (CDU), presidente da Câmara de Constância, referiu que “este é um momento de coragem” para as autarquias que assumem “um compromisso de princípio”, confessando que tem algumas reservas, derivadas das questões de organização do território, esperando que o futuro demonstre que as mesmas não fazem sentido. Acabar com a fobia das agregações“O dia de hoje é um dia importante para o Médio Tejo e também para o Governo porque atinge o objectivo de fazer uma política de economia de escala através da junção de várias instituições “, disse António Rodrigues, presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e autarca de Torres Novas. O presidente da CIMT considera que “a fobia às agregações” tem que terminar, sendo este Agrupamento de Bombeiros um bom exemplo de como é possível três autarquias, de cores políticas diferentes, “darem as mãos, após se entenderem com as suas instituições de bombeiros”. Sardoal de fora por não concordar com protocoloA constituição do Agrupamento de Bombeiros do Médio Tejo foi, inicialmente, idealizada para incorporar também os Bombeiros Municipais do Sardoal, que tiveram assento em diversas reuniões preparatórias, mas a autarquia recuou uma vez que não concordou com o protocolo que foi assinado. O vice-presidente da Câmara do Sardoal, Miguel Borges (PSD), explicou a O MIRANTE que concorda com a criação de um Agrupamento de Bombeiros do Médio Tejo e que “este é uma mais-valia para o território”, mas quando foi confrontado com este protocolo em cima da mesa não concordou com alguns pontos. “Apresentei uma proposta alternativa que não foi aceite. O protocolo assinado foi analisado em reunião de câmara que entendeu, por unanimidade, não o subscrever”, explicou. As reservas prendem-se com o facto de já estarem definidos, por exemplo, aspectos relacionados com a distribuição de meios humanos e materiais quando o ponto de partida devia ser o modo como vai ser feita a redistribuição territorial da Protecção Civil. Para Miguel Borges, o processo deveria ter sido mais amadurecido, até porque este é o primeiro agrupamento de bombeiros do país. O autarca não descarta, no entanto, a hipótese do Sardoal se vir a juntar ao agrupamento, aguardando uma reunião com o secretário de Estado para estudar o modo como a adesão vai ser feita.
Primeiro agrupamento de bombeiros do país nasce no Médio Tejo

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